Embora tenham se tornado um dos maiores símbolos portugueses, os azulejos têm origem na tradição islâmica. A técnica chegou à Península Ibérica durante a presença moura e foi sendo adaptada ao longo dos séculos.
A partir dos séculos XV e XVI, os portugueses passaram a produzir seus próprios azulejos. Com o tempo, eles deixaram de ser apenas elementos decorativos e passaram a contar histórias, registrar acontecimentos e valorizar a arquitetura.
Embora os painéis em azul e branco sejam os mais famosos, existem azulejos portugueses em diversas cores e estilos. Muitos apresentam desenhos geométricos, florais ou cenas históricas que enriquecem o patrimônio cultural do país.
Em cidades portuguesas, milhares de construções exibem fachadas revestidas por azulejos. Além da beleza, eles ajudam a proteger as paredes da umidade, do calor e das variações climáticas.
A Nespresso escolheu um padrão inspirado na azulejaria portuguesa para decorar a cápsula Lisbon Bica. Segundo a empresa, o objetivo foi unir a tradição do café português a um dos elementos visuais mais marcantes de Lisboa.
Os azulejos portugueses atraem milhões de turistas todos os anos e são considerados um dos principais ícones culturais do país. Museus, palácios, estações ferroviárias e igrejas preservam exemplos centenários dessa arte.
Os tradicionais azulejos portugueses são feitos de cerâmica produzida a partir de argila. Depois de moldados e queimados em forno, recebem uma camada de esmalte e são decorados com pigmentos, passando por uma nova queima. Durante séculos, foram decorados manualmente por artesãos.
O processo de produção garante brilho, resistência e grande durabilidade. Embora hoje a maior parte da produção seja industrial, a técnica tradicional continua preservada em oficinas especializadas e em trabalhos de restauração.