O percevejo asiático (Halyomorpha halys) é nativo da China, do Japão e da Coreia. Nas últimas décadas, acabou sendo transportado acidentalmente em cargas internacionais e se estabeleceu em diversos países. Ele encontrou no Brasil condições ideais para se multiplicar porque não tem predadores naturais. Na foto, um percevejo dessa espécie, ainda jovem, antes de adquirir a coloração marrom marmorizada da fase adulta.
Além de destruir lavouras, o percevejo asiático incomoda os moradores. Durante o outono e o inverno, procura locais protegidos e pode aparecer em grande número nas casas. Embora não piquem, não transmitam doenças e raramente causem danos, sua presença incomoda bastante.
Os percevejos formam um grupo de insetos que inclui espécies hematófagas, alimentadas por sangue, e espécies fitófagas, que se alimentam de plantas. O percevejo asiático pertence a este segundo grupo.
O percevejo asiático mede entre 12 e 17 milímetros e possui corpo em formato de escudo. As fêmeas depositam centenas de ovos ao longo da vida, normalmente agrupados na parte inferior das folhas.
Repelentes domésticos normalmente não são suficientes para afastar o percevejo asiático. Em infestações intensas, pode ser necessário recorrer a empresas especializadas em controle de pragas. Também é importante vedar frestas e aberturas para evitar a entrada de novos insetos.
Para evitar a presença do percevejo asiático, recomenda-se vedar frestas e outras aberturas por onde os insetos possam entrar. Essa medida é especialmente importante no outono e no inverno, quando eles procuram abrigo.
Diferentemente do que costuma ser divulgado para alguns outros tipos de percevejos, óleos essenciais como hortelã-pimenta, lavanda e capim-limão não têm eficácia comprovada contra o percevejo asiático. Para essa espécie, a prevenção depende principalmente de vedar frestas e impedir sua entrada nas residências.