De acordo com pesquisadores das áreas ambiental e de saúde pública, esses organismos unicelulares vivem naturalmente no solo e em diferentes tipos de água, como rios, lagos e reservatórios.
Segundo os cientistas, as amebas de vida livre podem estar se disseminando com mais rapidez devido ao aquecimento global, à precarização das redes de abastecimento de água e à insuficiência de programas de vigilância.
Com o aquecimento global, especialistas alertam que espécies adaptadas ao calor podem passar a aparecer em regiões onde antes eram incomuns. Os autores também ressaltam que essas amebas podem abrigar vírus e bactérias, favorecendo sua sobrevivência e disseminação.
Esses vírus e bactérias poderiam ficar protegidos da ação de métodos tradicionais de desinfecção. Esse mecanismo pode favorecer a persistência e a disseminação desses microrganismos em sistemas de distribuição de água e também contribuir para o desenvolvimento e a propagação da resistência aos antibióticos.