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Arqueólogos encontram mais de 600 ânforas em naufrágio de 2.300 anos na Grécia


Uma descoberta arqueológica nas águas próximas à ilha de Andros, na Grécia, revelou um dos mais importantes sítios de naufrágio já identificados no Mar Egeu. Mergulhadores localizaram entre 600 e 650 ânforas a mais de 40 metros de profundidade, todas datadas do período entre o fim do século 5 e o início do século 4 a.C.

Por Flipar
Domínio Público

Os recipientes pertenciam à carga de um navio mercante que afundou há mais de 2.300 anos. A investigação começou após a comunicação de um cidadão às autoridades, o que levou à realização de expedições submarinas na região. Embora a embarcação não tenha deixado vestígios de madeira preservados, a grande quantidade de objetos encontrados oferece pistas importantes sobre sua história.

Divulgação/Eforato de Antiguidades Subaquática

A presença de diferentes tipos de ânforas também sugere que a carga foi reunida em diversos portos, em vez de sair de um único fornecedor. Entre as hipóteses estudadas, uma delas aponta que o navio iniciou sua viagem em Mende, fez escala em Peparethos e seguia rumo a Atenas ou ao porto de Pireu quando afundou.

Pexels/Berna

Outra possibilidade considera uma rota comercial mais extensa, que ligava o norte do Mar Egeu às ilhas Cíclades e a regiões mais ao sul. Como a posição exata do navio e a distribuição completa da carga ainda permanecem desconhecidas, os pesquisadores evitam conclusões definitivas.

Dietmar Rabich/Wikimedia Commons/“Santorin (GR), Ia -- 2017 -- 2698”/CC BY-SA 4.0

Além das ânforas, a equipe encontrou um fragmento do eixo de chumbo de uma âncora e pedras que podem ter servido como lastro da embarcação. Esses elementos poderão revelar detalhes sobre a estrutura do navio, sua capacidade de transporte e até as circunstâncias do afundamento.

Imagem gerada por IA