Origem do nome – Uma das explicações mais difundidas relaciona “pisco” ao quéchua pisku, termo associado a “pássaro”, e ao nome da região e do porto de Pisco, no Peru. Documentos do período colonial registram a produção de aguardente de uva na região, e, no século XVII, esse destilado já estava presente no território peruano.
O Chile também possui uma longa tradição na produção de pisco, com registros históricos no século XVIII, especialmente na região de Coquimbo, onde fica o Vale do Elqui. A bebida tornou-se parte importante da cultura e da produção local. O país celebra oficialmente o Dia Nacional do Pisco em 15 de maio.
Peru e Chile produzem versões próprias do pisco, seguindo regras e métodos distintos. No Peru, o destilado é obtido em uma única destilação até atingir a graduação alcoólica final, sem posterior adição de água. Depois, deve descansar por pelo menos três meses em recipientes que não alterem suas características.
No Chile, o pisco pode ser comercializado sem envelhecimento ou passar por repouso e envelhecimento em madeira, adquirindo coloração, aromas e sabores característicos. A produção também permite ajustes na graduação alcoólica. Essas características ajudam a diferenciá-lo do pisco produzido no Peru.
No Peru, destacam-se três categorias principais: o pisco puro, produzido a partir de uma única variedade de uva; o acholado, elaborado pela combinação de diferentes variedades ou piscos; e o mosto verde, obtido de mosto cuja fermentação é interrompida antes que todos os açúcares sejam transformados em álcool. Cada processo proporciona características próprias de aroma, sabor e textura à bebida.
No Chile, o pisco pode ser encontrado em versões transparentes, de guarda e envelhecidas, que se diferenciam principalmente pelo contato com a madeira e pelo período de repouso. A bebida também é classificada de acordo com sua graduação alcoólica, com categorias estabelecidas pela legislação chilena. Versátil, pode ser consumida pura ou utilizada no preparo de diversos coquetéis.
Nem toda uva pode ser utilizada na produção do pisco. No Peru, a legislação reconhece oito variedades de uvas pisqueras, entre elas Quebranta, Italia, Torontel e Moscatel. Essa diversidade influencia diretamente os aromas e sabores encontrados nas diferentes versões da bebida.