Além de uma possível penalidade financeira superior a US$ 1 trilhão (equivalente a cerca de R$ 5,1 trilhões), o processo pode obrigar a empresa a modificar recursos considerados essenciais para o funcionamento das redes. Confira algumas medidas que podem ser tomadas!
Entre as ações defendidas pelos autores contra a gigante de tecnologia estão o fim da rolagem infinita, da reprodução automática de vídeos e de sistemas de recomendação apontados como estímulos ao consumo prolongado de conteúdo.
Também há pedidos para restringir filtros que alteram a aparência dos usuários, reforçar a supervisão dos pais e dificultar a criação de várias contas pela mesma pessoa. A possibilidade de eliminar publicações temporárias, como os Stories, também faz parte das propostas analisadas pela Justiça.
A Meta rejeita as acusações e sustenta que as evidências apresentadas não comprovam que seus produtos tenham sido desenvolvidos para causar dependência. O julgamento deve durar cerca de seis semanas e pode incluir os depoimentos de Mark Zuckerberg e do chefe do Instagram, Adam Mosseri.
Durante as primeiras sessões, o ex-diretor de Engenharia da Meta, Arturo Béjar, apresentou críticas severas à cultura interna da companhia. Ele afirmou que o crescimento das plataformas, o engajamento dos usuários e os resultados financeiros recebiam mais atenção do que a proteção de menores.
Ainda de acordo com Béjar, Zuckerberg tinha influência direta sobre alterações importantes no design do Facebook e do Instagram. Outra acusação diz que a Meta teria meios para identificar possíveis usuários com menos de 13 anos, mas não teria adotado uma política mais rígida de verificação.
A analista Kate Winick, da consultoria Forrester, comparou o momento atual às disputas judiciais enfrentadas pela indústria do cigarro nas décadas passadas. “Este julgamento pode representar o fim das redes sociais como as conhecemos”, disse ela em entrevista à CNBC.
O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, também indicou que outras empresas poderão enfrentar processos semelhantes. Medidas envolvendo serviços como YouTube e Snap já aguardam decisões judiciais em outras frentes nos Estados Unidos.