Com mais de mil metros quadrados, a exposição reúne oito salas temáticas, com réplicas de itens e ambientes inspirados no transatlântico que naufragou em 1912. Entre os destaques estão a reprodução da proa em tamanho real, a escadaria principal, a Sala Marconi - onde se concentrava a comunicação com terra e outras embarcações -, quartos da terceira classe e uma maquete de 2,70 metros. A mostra, que também esteve em São Paulo, é realizada em parceria com a Sociedade Histórica Brasileira do Titani
A tecnologia é um dos principais diferenciais da experiência. Na Sala Metaverso Titanic, com 200 metros quadrados, o visitante utiliza óculos 4K para fazer uma imersão virtual até os destroços da embarcação, a cerca de 3.800 metros de profundidade. Há ainda uma sala em que é possível interagir virtualmente com o capitão Edward Smith e um photobooth (cabine fotográfica moderna e interativa) que utiliza inteligência artificial para transformar o visitante em passageiro ou tripulante.
Construído pelos estaleiros Harland and Wolff, em Belfast, na Irlanda do Norte, o RMS Titanic foi concebido pela White Star Line como um dos maiores e mais luxuosos navios de passageiros de sua época. A embarcação tinha cerca de 269 metros de comprimento e reunia recursos de conforto inéditos para aquele período. Entre as instalações estavam piscina, academia, restaurantes, cafés e ambientes sofisticados destinados aos passageiros da primeira classe.
O Titanic partiu de Southampton, na Inglaterra, em 10 de abril de 1912, para sua viagem inaugural com destino a Nova York. Depois de passar por Cherbourg, na França, e Queenstown, atual Cobh, na Irlanda, seguiu pelo Atlântico Norte. Na noite de 14 de abril, por volta das 23h40, o navio colidiu com um iceberg. Pouco mais de duas horas e meia depois, às 2h20 de 15 de abril, afundou.
A tragédia provocou a morte de mais de 1.500 pessoas, entre passageiros e tripulantes, enquanto 706 sobreviventes foram resgatados pelo navio Carpathia. A quantidade insuficiente de botes salva-vidas e problemas na organização da evacuação contribuíram para a dimensão da catástrofe. O desastre também provocou mudanças importantes nas regras de segurança marítima, incluindo a criação de padrões internacionais que influenciaram a atual regulamentação de proteção à vida no mar. Na imagem, o naufrág
Durante décadas, o Titanic permaneceu no fundo do Atlântico como um dos naufrágios mais famosos do mundo. Seus destroços foram localizados em 1º de setembro de 1985, por uma expedição franco-americana, a cerca de 3.810 metros de profundidade e aproximadamente 530 quilômetros da costa de Newfoundland, no Canadá. A descoberta permitiu novas pesquisas sobre a embarcação e ampliou o conhecimento sobre as circunstâncias do naufrágio.
A história ganhou uma nova dimensão com o filme “Titanic”, de James Cameron, lançado em 1997. Os atores Leonardo DiCaprio e Kate Winslet interpretaram Jack e Rose, personagens fictícios inseridos no contexto histórico da viagem e do naufrágio. O longa se tornou fenômeno mundial e recebeu 14 indicações ao Oscar, vencendo 11, entre elas Melhor Filme e Melhor Direção. A produção também ajudou a transformar a tragédia do navio em uma das histórias mais conhecidas da cultura popular.