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Tempestade solar coloca Terra em alerta e pode provocar auroras boreais


Uma erupção solar registrada em 25 de agosto de 2026 deu início a uma tempestade solar que colocou a Terra em estado de alerta. A explosão, classificada como M6.9, lançou uma grande quantidade de partículas em direção ao planeta e, por isso, a agência norte-americana responsável pelo monitoramento do clima espacial, a NOAA, emitiu alertas de tempestade geomagnética para os dias 27 e 28 de agosto.

Por Flipar
Imagem Gerada por I.A

Mas afinal, o que é uma tempestade solar? De forma simples, é uma explosão repentina de energia e partículas que o Sol lança para o espaço. Quando essa energia é lançada na direção da Terra, ela colide com o campo magnético do planeta e causa uma perturbação chamada tempestade geomagnética.

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Esse fenômeno acontece por causa do próprio magnetismo do Sol. Como a estrela gira de forma irregular, com o equador rodando mais rápido que os polos, suas linhas de campo magnético acabam se torcendo e se esticando. Quando essa tensão fica grande demais, as linhas se rompem e liberam uma quantidade enorme de energia.

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Essa liberação de energia pode gerar diferentes efeitos no espaço. Entre eles estão as erupções solares, que são flashes intensos de luz e radiação, as tempestades de radiação, formadas por partículas disparadas em alta velocidade, e as ejeções de massa coronal, nuvens gigantes de gás e campos magnéticos lançadas ao espaço.

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Na Terra, o efeito mais visível dessas tempestades são justamente as auroras boreais e austrais, formadas quando as partículas solares entram na atmosfera e reagem com os gases presentes nela. Durante tempestades mais intensas, essas auroras podem aparecer em regiões mais afastadas dos polos do que o habitual.

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Esse fenômeno também pode causar oscilações em sistemas tecnológicos. Redes elétricas, principalmente em regiões de altas latitudes, podem registrar flutuações e problemas de tensão. Satélites em órbita baixa também podem sofrer aumento do arrasto atmosférico, enquanto sistemas de comunicação por rádio podem apresentar instabilidades.

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Essas erupções solares são divididas em classes de acordo com sua força. A classe X é a mais forte e pode até afetar satélites, a classe M tem tamanho médio e provoca pequenas interrupções de rádio, enquanto as classes C, B e A representam explosões cada vez mais fracas, com pouco ou nenhum efeito percebido na Terra.

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Apesar dos possíveis efeitos em equipamentos e sistemas de comunicação, as pessoas na superfície da Terra não correm risco físico. A atmosfera e o campo magnético do planeta funcionam como uma proteção natural contra a radiação mais perigosa vinda do Sol. A radiação solar representa uma preocupação maior para astronautas e para equipamentos espaciais, que estão mais expostos aos efeitos dessas partículas.

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