O grande avanço ocorreu na década de 1920 com o norte-americano Richard Drew, funcionário da 3M. Ao observar a dificuldade dos pintores de automóveis para separar cores sem danificar a pintura, ele criou a fita de mascaramento, em 1925. Em 1930, Drew desenvolveu a fita transparente de celofane, muito usada para fechar embalagens e fazer reparos durante a Grande Depressão.
Com o passar das décadas, a indústria química aperfeiçoou os adesivos, incorporando polímeros sintéticos de alto desempenho. Hoje, existem fitas específicas para diferentes usos domésticos e industriais. A fita isolante, por exemplo, protege fios e emendas elétricas, mas deve ser adequada à tensão da instalação e aplicada corretamente.
A fita dupla face de espuma pode substituir pregos e parafusos na fixação de objetos, desde que sejam respeitados o peso e o tipo de superfície. Na construção civil, fitas aluminizadas auxiliam na vedação de dutos e juntas de sistemas térmicos. Já a silver tape combina resistência e flexibilidade, sendo útil em reparos rápidos e provisórios.
Na medicina, fitas microporosas são usadas para fixar curativos e permitem a passagem de ar e vapor de umidade. Atualmente, as fitas podem ter suportes de polipropileno, papel ou tecido. Muitas utilizam adesivos sensíveis à pressão, que aderem à superfície sem exigir calor, água ou solventes para ativação.
Do empacotamento de presentes à montagem de componentes aeroespaciais, as fitas adesivas atendem a diferentes necessidades. A constante evolução dos materiais ampliou sua resistência, durabilidade e variedade de aplicações. Assim, elas permanecem presentes em indústrias, caixas de ferramentas e gavetas de escritórios.
Em 1970, a fita adesiva teve papel importante na missão Apollo 13. Com sacos plásticos, papelão e duct tape, os astronautas adaptaram filtros para retirar o excesso de dióxido de carbono da cabine. A solução improvisada ajudou a preservar a vida da tripulação.
Em 2004, os cientistas Andre Geim e Konstantin Novoselov usaram uma fita adesiva comum para retirar camadas extremamente finas de grafite. O método permitiu isolar o grafeno, material formado por uma única camada de átomos de carbono. O trabalho rendeu à dupla o Nobel de Física de 2010.