A narrativa ainda dizia que o prazo para arrecadar os recursos era de quatro meses, antes que a falta de movimento 'provocasse a atrofia dos músculos das coxas'. Para tornar o relato mais convincente, a campanha também criou outros personagens, todos feitos com inteligência artificial.
Dentre essas 'pessoas' estava a dona Lourdes, de 72 anos, que supostamente auxiliaria o sacerdote, e Enzo, um falso coroinha de 14 anos. A fraude chamou a atenção de Reginaldo Jesus Flor, um morador de Valinhos, no interior de São Paulo.
Segundo a apuração, o CPF usado nessa identificação pertence a uma idosa de Goiás, sem indicação de que ela soubesse da utilização de seus dados. Além disso, as transações eram processadas pela fintech Cartwave, cujo telefone cadastrado correspondia a uma barbearia de Goiânia.
O conteúdo com o 'padre de IA' chegou a ter milhares de visualizações e mais de mil compartilhamentos, além de comentários de diversas pessoas dispostas a doar. Zangari levou o caso ao podcast 'Sagrada Polêmica', do qual faz parte com outros jornalistas. 'Os meus amigos ficaram sabendo, então, da história no podcast e passaram avisar todo mundo', contou em entrevista ao g1.