O pirarucu é valorizado na aquicultura pelo crescimento rápido, pela rusticidade e pelo bom rendimento de carne, que possui poucas espinhas intramusculares. Chamado de “gigante amazônico”, também ganhou o apelido de “bacalhau da Amazônia” por ser tradicionalmente seco e salgado. Sua carne aparece em pratos como pirarucu de casaca, caldeiradas e filés.
Além da carne, a pele resistente do pirarucu é aproveitada na fabricação de bolsas, calçados e outros acessórios. Fora de sua área de ocorrência natural, há registros do peixe em rios de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Nesses ambientes, sua presença desperta preocupação ecológica.
Há registros do pirarucu fora de sua área natural em rios de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Em março de 2026, o Ibama classificou a espécie como invasora nessas regiões e autorizou sua pesca sem limites de tamanho ou quantidade. A captura funciona como medida de controle e proteção dos peixes nativos.
Fora de sua área natural, o pirarucu pode ameaçar a fauna aquática por ser um predador de grande porte e encontrar poucos inimigos naturais. Sua presença pode alterar cadeias alimentares e reduzir populações de peixes nativos. Já suas escamas, duras por fora e flexíveis por dentro, oferecem proteção até contra mordidas de piranhas.
O nome pirarucu vem do tupi e combina pirá (“peixe”) com uruku (“vermelho”), em referência aos tons avermelhados de suas escamas, sobretudo perto da cauda. Além do tamanho impressionante, o peixe possui uma adaptação curiosa. Ele precisa subir periodicamente à superfície para respirar o ar atmosférico.
Isso ocorre porque o pirarucu possui uma bexiga natatória modificada e rica em vasos sanguíneos, que funciona de modo semelhante a um pulmão. Por depender do oxigênio atmosférico, ele sobe regularmente à superfície para respirar. Esse comportamento facilita sua localização e, historicamente, também favoreceu sua captura.
O pirarucu tem grande importância cultural, alimentar e econômica para as populações ribeirinhas da Amazônia. Tradicionalmente, quase todas as partes do peixe eram aproveitadas. Suas escamas grandes e ásperas, por exemplo, já foram usadas como lixas de unha e hoje também aparecem em peças de artesanato.