Duas cidades, dois países – Santana do Livramento e Rivera são classificadas como cidades gêmeas. A fronteira terrestre atravessa ruas, avenidas e espaços públicos, permitindo que brasileiros e uruguaios convivam em uma área urbana praticamente integrada.
Fronteira da Paz – A região recebeu o apelido de Fronteira da Paz por causa da histórica convivência entre as duas populações. A integração aparece no comércio, nos eventos culturais, nas relações familiares e na rotina de quem vive dos dois lados.
Praça Internacional – O principal símbolo dessa união é a Praça Internacional, construída exatamente sobre a linha divisória. Compartilhado pelos dois países, o espaço foi inaugurado em 26 de fevereiro de 1943 e ocupa território brasileiro e uruguaio.
O obelisco da integração – A Praça Internacional abriga um obelisco com os brasões do Brasil e do Uruguai voltados para os respectivos territórios. O monumento celebra a convivência e a aproximação histórica entre as duas nações.
Idiomas que se misturam – O português e o espanhol convivem diariamente na fronteira, dando origem a formas locais de comunicação popularmente chamadas de portunhol. Palavras, sotaques e expressões dos dois idiomas aparecem naturalmente nas conversas.
Uma linha quase invisível – Não existem muros ou cercas dividindo as áreas centrais das cidades. A fronteira é indicada principalmente por marcos de pedra, placas, bandeiras e monumentos, que ajudam o visitante a identificar em qual país está.
Travessia cotidiana – Moradores cruzam de uma cidade para a outra para trabalhar, estudar, fazer compras ou visitar parentes. Em determinados pontos, atravessar uma rua ou continuar caminhando pela mesma avenida já significa entrar em outro país.
Fronteira aberta, mas internacional – A circulação urbana é aberta, porém a divisão entre os países continua existindo legalmente. Quem pretende seguir viagem pelo Uruguai deve registrar a entrada nos órgãos competentes e cumprir as exigências migratórias.