Predadora de folhas pegajosas – Pequena e aparentemente delicada, a Drosera communis é uma planta carnívora. Suas folhas são cobertas por gotas de uma substância pegajosa que prende insetos.
Na Serra do Cipó, em Minas Gerais, a captura de insetos ajuda a Drosera communis a obter nutrientes em solos pobres. A espécie ocorre em áreas úmidas dos campos rupestres e também em regiões da Mata Atlântica e do Cerrado.
Sem folhas e incapaz de fazer fotossíntese, a Lophophytum mirabile obtém nutrientes das raízes de outras plantas. Quando emerge do solo para se reproduzir, exibe uma estrutura que lembra pequenos tubérculos.
Plantas-jarro – No Monte Roraima, na fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana, crescem plantas carnívoras do gênero Heliamphora. Suas folhas em forma de jarro acumulam água da chuva e capturam insetos atraídos pelo néctar.
As Heliamphora vivem nos tepuis, montanhas isoladas que funcionam como “ilhas biológicas”. Esse isolamento favoreceu a evolução de espécies próprias da região, adaptadas às condições desses ambientes.
Além da aparência marcante, as sempre-vivas são conhecidas pela durabilidade de suas inflorescências. Mesmo depois de colhidas e secas, elas preservam a forma por muito tempo, o que explica seu nome popular. Por essa característica, também são usadas em arranjos e peças decorativas.
'Árvore de veludo – Típica dos topos rochosos do Cerrado, a Wunderlichia mirabilis chama atenção pelas inflorescências cobertas de pelos brancos, que lembram bolas de algodão. A planta pode atingir de 2 a 3 metros de altura.
Os pelos brancos ajudam a proteger a Wunderlichia mirabilis da radiação solar intensa e a reduzir a perda de água. É uma adaptação importante para a sobrevivência da planta nos ambientes rochosos e secos onde cresce.