A sobremesa homenageia Anna Pavlova, uma das bailarinas russas mais famosas do início do século XX. Conhecida especialmente por sua interpretação de A Morte do Cisne, ela alcançou enorme popularidade em diferentes partes do mundo.
Anna Pavlova percorreu Austrália e Nova Zelândia em 1926, atraindo multidões para suas apresentações. Na Nova Zelândia, sua companhia permaneceu seis semanas e passou pelas quatro principais cidades do país
Os dois países reivindicam há décadas a criação da Pavlova. Pesquisas históricas encontraram na Nova Zelândia receitas com o nome da bailarina anteriores às australianas, mas a sobremesa também se consolidou como símbolo da culinária australiana.
Sobremesas feitas com merengue, creme e frutas já existiam muito antes de Anna Pavlova visitar a Oceania. Preparações semelhantes circulavam na Europa e em outros lugares, indicando que a atual Pavlova surgiu de uma longa evolução culinária.
Embora ambos sejam feitos principalmente com claras e açúcar, a textura diferencia a Pavlova de um suspiro comum. O objetivo é conseguir uma superfície seca e crocante, mantendo o centro leve, úmido e macio.
Além de claras e açúcar, receitas tradicionais podem levar um pouco de amido de milho e vinagre ou suco de limão. Esses ingredientes ajudam a produzir o característico interior macio que contrasta com a casquinha de merengue.
Depois que o merengue esfria, a Pavlova costuma receber uma generosa camada de creme batido. Morangos, framboesas, kiwi e maracujá estão entre as frutas usadas para completar a sobremesa e equilibrar sua doçura
Na Austrália e na Nova Zelândia, a Pavlova se tornou especialmente associada aos meses mais quentes. Como o Natal ocorre durante o verão no Hemisfério Sul, o doce também ganhou espaço nas mesas das festas de fim de ano
Austrália e Nova Zelândia transformaram a origem da Pavlova em uma antiga rivalidade gastronômica. Independentemente de quem fique com o crédito, o doce hoje faz parte da identidade culinária dos dois países