BRASÍLIA 66 ANOS

Padaria Artesanal tem forte atuação em Brasília com receita de empatia

Segunda-dama do país, Lu Alckmin comenta a trajetória como voluntária e celebra o sucesso do projeto que conta com 44 unidades no DF transformando a vida de mais de mil famílias

Lu Alckmin atua em Brasília com a Padaria Artesanal -  (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
Lu Alckmin atua em Brasília com a Padaria Artesanal - (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)

Em diários carregados de fotos e anotações feitas à mão, Lu Alckmin guarda as memórias dos 25 anos de projetos sociais desenvolvidos Brasil afora. Ali, ela relata a emoção de encontros que transformaram vidas e a motivaram, ano após ano, a expandir suas iniciativas. No caderno de 2023, as primeiras imagens a mostram em Brasília. Foi naquela ocasião que a segunda-dama do país lançou o projeto Padaria Artesanal no Distrito Federal, estimulando o empreendedorismo e a inclusão produtiva da população em situação de vulnerabilidade social.

De lá para cá, mais de mil famílias do DF foram beneficiadas pela qualificação que ensina o esmero da panificação. São 44 unidades do projeto, incluindo um polo nacional localizado na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, na 615 Sul. "Desde 2001, são ensinadas as mesmas dez receitas dos pãezinhos, que podem ser adaptadas conforme a realidade de cada região", comenta a idealizadora da Padaria Artesanal. Na apostila entregue aos alunos, há, também, dicas de como reaproveitar ingredientes que sobrarem durante a receita. "São pães nutritivos, baratos, fáceis de fazer e com valor comercial", acrescenta dona Lu. 

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Os frutos do empreendimento social — que conta com parceiros como a Arquidiocese de Brasília e o Sistema S — chegam até a segunda-dama por meio de relatos emocionantes dos alunos. "Outro dia, eu estava em Santa Maria para entregar alguns diplomas e, entre as formandas, havia uma mulher com um bebê de colo e mais três crianças em sua volta. Todos pequenos. Ela dizia não estar ali para vender pão, mas, sim, para aprender a fazê-lo e poder alimentar sua família, porque as crianças estavam passando fome", recorda. 

Na Igrejinha Nossa Senhora de Fátima, na 307/308 Sul, mais um encontro marcante. Um rapaz chamado Caio, antes desempregado, procurou um multiplicador de conhecimentos em panificação naquele espaço e aprendeu a colocar a mão na massa. "No dia em que entregamos os diplomas, ele contou que convenceu os pais a também fazerem o curso na paróquia. Os três se engajaram nesse ofício e agora vendem os pães por meio do Delícias do Caio. Virou o sustento da família", conta dona Lu. 

Memória afetiva

A relação de Lu Alckmin com Brasília, no entanto, é anterior ao papel de segunda-dama e está alicerçada em uma lembrança que remete ao fim da década de 1980. Naquela época, enquanto Geraldo Alckmin atuava como deputado federal constituinte, era ela quem percorria as vias da capital para levar os três filhos à escola.

"Minha memória afetiva é a Igreja Dom Bosco. Eu estudava com as crianças em casa e depois as levava para o colégio, que ficava ali ao lado", recorda. Para ela, o santuário de vitrais azuis não é apenas um marco arquitetônico, mas um refúgio de paz que simboliza a própria essência da cidade. "Dom Bosco teve aquele sonho profético de que aqui seria a terra onde jorraria leite e mel. Brasília tem essa ligação forte, essa vocação para o futuro que sempre me inspirou". 

 


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postado em 21/04/2026 07:10
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