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Correio Braziliense

Sarney Filho diz que tragédia em Brumadinho é 'inaceitável' e cobra punição

"Espera-se uma resposta firme do poder executivo, por meio de suas instâncias, mas que também o Judiciário puna os responsáveis por mais esta tragédia", disse


postado em 25/01/2019 22:54 / atualizado em 28/01/2019 16:21

(foto: Ana Carneiro/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Ana Carneiro/Esp. CB/D.A Press)
 
Ex-ministro e atual secretário de Meio Ambiente do DF, Sarney Filho pediu punição aos responsáveis pelo rompimento de uma barragem de rejeitos na cidade de Brumadinho (MG), nesta sexta-feira (25/1).

"É inaceitável que passados três anos da maior tragédia ambiental do país, em Mariana (MG), tenha ocorrido o rompimento de mais uma barragem de rejeitos de minério, agora no município de Brumadinho. Quero prestar a minha solidariedade aos moradores do município, que neste momento, enfrentam com apreensão as consequências", disse Sarney Filho ao Correio.
 
O ex-ministro ainda qualificou como grave o fato de a Vale, segundo ele "uma das responsáveis pelo desastre em Mariana, não tenha adotado as medidas necessárias para impedir que ocorressem novos rompimentos". "Espera-se uma resposta firme do poder executivo, por meio de suas instâncias, mas que também o Judiciário puna os responsáveis por mais esta tragédia, com dimensões ainda não conhecidas", concluiu.
 
Mais cedo, o presidente da Vale, Fabio Schvartsman, disse que o rompimento da barragem pegou a empresa "totalmente de surpresa". "Estou completamente dilacerado", afirmou. "Não sabemos o que foi que houve com essa barragem. É muito cedo para qualquer pessoa ter essa informação", acrescentou. 
 
Ver galeria . 83 Fotos Corpo de Bombeiros/Divulgação
(foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação )
 

Tragédia 

A barragem de rejeitos da Vale se rompeu no início da tarde desta sexta. Segundo o Corpo de Bombeiros, ao menos 200 pessoas estão desaparecidas e sete corpos foram encontrados.

O presidente Jair Bolsonaro anunciou que três ministros (do Desenvolvimento Regional, Gustavo Henrique Canuto; Minas e Energia, Bento Albuquerque; e Meio Ambiente, Ricardo Salles) estão a caminho do local. Ele próprio deve ir à cidade mineira na manhã deste sábado (26/1). Enquanto isso, um gabinete de crise foi montado no Palácio do Planalto para acompanhar todo o desenrolar da situação.

Vale lembrar que, há três anos, um episódio semelhante aconteceu na cidade de Mariana, também em Minas Gerais. Dezenove pessoas morreram, nesta que, até hoje, era considerada a maior tragédia socioambiental da história do país. Ninguém foi punido.  

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