Correio Braziliense - Aqui
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Aqui
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Aqui
Sem resultado
Veja todos os resultados
Início História

Eles abriram mão do exército — e estão entre os países mais pacíficos do mundo

Por silvana
23/07/2025
Em História
Conheça países que não possuem Forças Armadas - depositphotos.com / AllaSerebrina

Conheça países que não possuem Forças Armadas - depositphotos.com / AllaSerebrina

EnviarCompartilharCompartilharEnviar

Em diversas regiões do mundo, a existência de Forças Armadas é vista como um requisito para garantir a soberania e a segurança nacional. No entanto, há países que vivem uma realidade distinta e, por razões históricas ou circunstanciais, optaram por não manter exércitos nem estruturas militares permanentes. Esses territórios apresentam exemplos singulares de organização e demonstração de que a defesa nacional pode seguir caminhos alternativos.

A escolha por prescindir de aparatos militares muitas vezes está ligada à estabilidade política interna e a acordos de proteção firmados com outras nações. Além disso, em alguns lugares, o contexto geográfico e a ausência de ameaças externas contribuíram para consolidar esse modelo de segurança, questionando a ideia de que toda nação precisa manter forças armadas ativas.

Leia Também

Crise na segurança do Rio: o que o governo federal tem feito para ajudar?

Crise na segurança do Rio: o que o governo federal tem feito para ajudar?

14/04/2026
Crianças e celulares: 5 dicas para proteger seu filho online

Crianças e celulares: 5 dicas para proteger seu filho online

13/04/2026
Por que a segurança pública no Rio de Janeiro é um desafio nacional

Por que a segurança pública no Rio de Janeiro é um desafio nacional

11/04/2026
A urna eletrônica pode ser hackeada? O TSE explica as camadas de segurança

A urna eletrônica pode ser hackeada? O TSE explica as camadas de segurança

06/04/2026

Quais países não possuem Forças Armadas em 2025?

Atualmente, cerca de 20 Estados soberanos ao redor do planeta não mantêm Forças Armadas. Entre eles, destacam-se exemplos como Costa Rica, Islândia, Liechtenstein, Palau e Vanuatu. Cada uma dessas nações segue caminhos diferentes para garantir sua defesa, apoiando-se em tratados internacionais, policiamento local reforçado ou alianças com outras potências.

No caso da Costa Rica, a abolição do exército ocorreu em 1948 e a Constituição do país veda a reativação das forças armadas. Já a Islândia, embora não tenha exército, é membro da OTAN, que proporciona suporte militar em situações emergenciais. Pequenos Estados insulares, como Palau e Nauru, contam com parcerias estratégicas, em geral com nações maiores, para enfrentar eventuais riscos externos.

Teatro nacional da Costa Rica – depositphotos.com / dmitriy-rnd

Por que alguns países vivem bem sem exército?

O motivo para a ausência de Forças Armadas vai além de simples decisões políticas. Em muitos casos, a localização geográfica proporciona barreiras naturais que dificultam conflitos armados. Países insulares ou de pequena extensão territorial, por exemplo, são menos propensos a enfrentar ameaças diretas de invasão. Além disso, a manutenção de exércitos pode representar um custo elevado, desviando recursos importantes de áreas como saúde, educação e infraestrutura.

Governos de países sem forças armadas argumentam que a neutralidade e a diplomacia reforçada permitem evitar atritos internacionais. Essa postura é reforçada por instrumentos como o direito internacional e pactos de não-agressão. Assim, a prioridade recai na promoção da paz interna, investindo em forças policiais civis para garantir ordem e segurança, sem recorrer à militarização.

Como funciona a segurança em lugares sem Forças Armadas?

Apesar de não possuírem exército, as nações sem forças armadas mantêm mecanismos de proteção social e controle interno. A responsabilidade pela ordem costuma ser atribuída a instituições policiais fortemente treinadas, com atribuições que variam conforme cada contexto. Além das forças policiais convencionais, algumas nações contam com guarda-costeira própria ou mecanismos de defesa civil, voltados para emergências e desastres naturais.

  • Tratados de Defesa: Pequenos Estados frequentemente firmam acordos formais de proteção militar com países de maior porte.
  • Corpos Policiais Reforçados: As tarefas de vigilância e patrulhamento substituem funções que, em outros países, seriam administrativas ou operacionais do exército.
  • Investimento em Diplomacia: Estratégias diplomáticas ganham destaque, fortalecendo relacionamentos internacionais e prevenindo situações de conflito.

Adicionalmente, a estabilidade interna é mantida por meio de políticas de inclusão e justiça social, criando uma sociedade menos vulnerável a crises e tensões que poderiam gerar insegurança.

Islândia – depositphotos.com / surangastock

Quais vantagens e desafios enfrentam esses países?

Dentre os principais benefícios identificados, destaca-se a possibilidade de destinar recursos tradicionais do orçamento militar para o desenvolvimento social. Educação e saúde, por exemplo, tendem a ser mais contempladas em países que não precisam arcar com os altos custos de manutenção de forças armadas. Esse cenário pode gerar impactos positivos no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

No entanto, a ausência de exército não está livre de obstáculos. Uma das maiores preocupações gira em torno da necessidade de resposta diante de ameaças internacionais ou desastres naturais de grande escala. Dependência de acordos externos pode tornar a segurança vulnerável caso haja mudanças nas relações internacionais ou rupturas em parcerias estratégicas. Adaptar-se a um cenário de perigos imprevistos continua sendo um desafio constante para essas nações.

Embora a não existência de forças armadas permanentes seja uma alternativa possível para certos países, a decisão depende de fatores históricos, culturais e geográficos. Ao observar a trajetória dessas nações, percebe-se que a confiança em soluções diplomáticas e a busca pelo fortalecimento de instituições civis representam uma abordagem diferenciada em segurança nacional no cenário global atual.

Tags: defesa nacionalforças armadaspaísessegurança
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Após uma operação do Bope, quais os procedimentos legais?

Após uma operação do Bope, quais os procedimentos legais?

17/04/2026
Facções como terroristas: como a medida dos EUA afeta o Brasil

Facções como terroristas: como a medida dos EUA afeta o Brasil

17/04/2026
CNH: 5 regras do trânsito que podem gerar multa e suspensão

CNH: 5 regras do trânsito que podem gerar multa e suspensão

17/04/2026
Carreira no Exército: veja os concursos abertos para 2026

Além do alistamento: como seguir carreira nas Forças Armadas?

17/04/2026
Assédio não é só sexual: 5 tipos de assédio no trabalho

Assédio não é só sexual: 5 tipos de assédio no trabalho

17/04/2026
7 dicas práticas para economizar combustível e aliviar o bolso

7 dicas práticas para economizar combustível e aliviar o bolso

17/04/2026
  • Sample Page
Sem resultado
Veja todos os resultados