A agressão sofrida pela repórter Jéssica Aquino, da TV Arapuan, afiliada da Band na Paraíba, ocorrida nesta sexta-feira (29) em João Pessoa, expõe a crescente vulnerabilidade dos jornalistas. O episódio, que aconteceu enquanto ela realizava uma reportagem ao vivo sobre os preços do milho, reforça a urgência de adotar protocolos de segurança para proteger esses profissionais e garantir que possam exercer seu trabalho sem colocar a própria integridade em risco.
Situações de hostilidade podem acontecer em qualquer pauta, desde a cobertura de manifestações até uma simples matéria sobre preços no mercado local. Por isso, a prevenção é a ferramenta mais eficaz. Medidas simples, quando incorporadas à rotina das equipes de reportagem, podem mitigar perigos e permitir uma reação mais segura diante de imprevistos.
O que fazer para aumentar a segurança
Planejar a cobertura e manter a atenção no ambiente são passos fundamentais. A seguir, listamos algumas práticas essenciais que podem ser adotadas por repórteres, cinegrafistas e produtores antes e durante o trabalho na rua.
- Análise prévia do ambiente: antes de ir para o local, pesquise sobre a área. Verifique se há histórico de conflitos, manifestações recentes ou outras situações de risco. Conhecer o terreno ajuda a antecipar problemas.
- Trabalhe sempre em equipe: evite fazer coberturas externas sozinho, especialmente em locais desconhecidos ou potencialmente hostis. O cinegrafista ou produtor é um par de olhos a mais para monitorar o entorno.
- Mantenha consciência situacional: não foque apenas na entrevista ou na passagem para a câmera. Observe constantemente o movimento ao redor, identifique possíveis ameaças e mantenha distância de grupos agitados ou pessoas com comportamento agressivo.
- Planeje rotas de fuga: ao chegar, identifique saídas de emergência ou caminhos que permitam uma retirada rápida e segura. Estacione o veículo da equipe em uma posição que facilite a partida imediata.
- Comunicação constante: mantenha a redação informada sobre sua localização e sobre qualquer mudança no cenário. Defina um código de alerta com a equipe para ser usado em caso de perigo iminente.
- Posicionamento estratégico: evite ficar de costas para a multidão ou encurralado em becos e ruas sem saída. Procure se posicionar em locais com boa visibilidade e espaço para se movimentar.
- Técnicas de desescalada: se for confrontado, mantenha a calma e evite discussões. Use uma linguagem corporal não ameaçadora e tente afastar a equipe da situação de forma tranquila, sem reações bruscas. O objetivo é sair do conflito, não vencê-lo.










