Desde 2023, diante da escalada da violência no Rio de Janeiro, o governo federal intensificou sua atuação no estado com um conjunto de medidas para combater o crime organizado. Ações coordenadas envolvem a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Força Nacional, em um esforço para apoiar as forças de segurança estaduais no enfrentamento às facções.
A estratégia central não é uma intervenção federal, mas uma cooperação técnica e operacional. O plano busca asfixiar a logística dos grupos criminosos, atacando suas fontes de receita e as rotas de entrada de armas e drogas. A presença federal é mais visível nos pontos estratégicos do estado.
Principais frentes de atuação
A colaboração entre as esferas federal e estadual se desdobra em diversas ações práticas que já estão em andamento. O objetivo é criar um cerco aos criminosos, dificultando suas operações diárias e seu poder de fogo. As principais iniciativas incluem:
- Controle de fronteiras e divisas: a PRF reforçou a fiscalização em rodovias federais que cortam o estado, com foco em veículos de carga e ônibus. Ao mesmo tempo, a PF ampliou o monitoramento em portos e aeroportos para coibir o tráfico internacional de armas e entorpecentes.
- Inteligência e descapitalização: a estratégia não se limita ao policiamento ostensivo. Investigações de inteligência, fortalecidas por acordos como o Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (CIFRA), buscam mapear e bloquear as fontes de financiamento dos grupos, mirando o patrimônio de lideranças e esquemas de lavagem de dinheiro.
- Operações conjuntas: forças federais e estaduais realizam operações integradas em comunidades e áreas estratégicas. O objetivo é cumprir mandados de prisão contra lideranças, além de apreender armas, drogas e outros materiais ilícitos.
- Presença da Força Nacional: equipes da Força Nacional de Segurança Pública foram deslocadas para atuar em pontos específicos. Elas reforçam o patrulhamento ostensivo em perímetros de portos, aeroportos e em outras áreas sensíveis, liberando o policiamento estadual para outras missões.
Essas ações buscam desarticular as principais organizações criminosas que controlam territórios no Rio de Janeiro. Ao atacar as rotas de suprimentos e o poder financeiro desses grupos, o plano visa reduzir a capacidade de confronto e, consequentemente, os índices de violência que afetam a população.
A colaboração é formalizada por meio de acordos de cooperação técnica, e o emprego de forças como a Força Nacional é definido com prazos específicos, que são renovados periodicamente. Essa abordagem permite reavaliar e ajustar as estratégias conforme os resultados obtidos e a evolução do cenário da segurança pública no estado.










