A Casas Bahia iniciou, em 2023, um ambicioso plano de reestruturação para enfrentar uma grave crise financeira e tentar recuperar a lucratividade. O projeto se baseou em três pilares principais: o fechamento de lojas com baixo desempenho, a renegociação de dívidas com grandes bancos e uma nova estratégia para a gestão de estoques.
O objetivo era tornar a operação mais enxuta e eficiente, ajustando a estrutura da companhia à realidade da época no varejo brasileiro. A gigante do setor buscava reverter os prejuízos e fortalecer seu caixa para voltar a investir em áreas estratégicas, como a transformação digital e a melhoria da experiência do cliente.
O que mudou na prática?
A etapa mais visível do plano foi o encerramento das atividades de cerca de 55 lojas físicas consideradas deficitárias até o início de 2024, de um plano inicial que previa o fechamento de até 100 unidades. A escolha dos pontos de venda levou em conta o baixo volume de vendas e a sobreposição com outras lojas da rede, o que tornava sua operação inviável.
Essa movimentação resultou na demissão de cerca de 8.600 funcionários, o que representava aproximadamente 20% do quadro da empresa na época, como parte do esforço para reduzir as despesas operacionais. A companhia também focou em otimizar seu estoque, realizando promoções para vender produtos parados há mais tempo e gerar caixa rapidamente. A ideia era reduzir a necessidade de capital de giro e comprar de forma mais inteligente.
No campo financeiro, a varejista conseguiu um acordo para alongar R$ 1,5 bilhão em dívidas com seus principais credores. A renegociação estendeu os prazos de pagamento, aliviando a pressão sobre o caixa da empresa e dando fôlego para que a reestruturação trouxesse resultados.
E o consumidor, como ficou?
Apesar dos fechamentos, a maior parte das lojas físicas continuou operando normalmente em todo o país. As operações de e-commerce e o marketplace da marca não foram diretamente afetados pela reestruturação, mantendo a oferta de produtos e os prazos de entrega habituais.
O tradicional crediário, conhecido como carnê da Casas Bahia, seguiu válido para contratos já existentes e continuou sendo oferecido. No entanto, os critérios para aprovação de novos financiamentos se tornaram mais rigorosos na época, como parte da estratégia para reduzir o risco de inadimplência.Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.








