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Casas Bahia: como plano de recuperação reestruturou a empresa

Por Larissa
20/05/2026
Em Economia
Casas Bahia: como plano de recuperação reestruturou a empresa

Créditos: depositphotos.com / casadaphoto

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Em abril de 2024, o Grupo Casas Bahia deu um passo decisivo para sua reestruturação financeira ao iniciar um plano de recuperação extrajudicial. A iniciativa, parte de uma transformação mais ampla iniciada em agosto de 2023, visava renegociar dívidas e otimizar custos para garantir a sustentabilidade da operação em meio a um cenário econômico desafiador.

Naquele momento, a medida foi uma resposta direta ao endividamento de R$ 4,1 bilhões da companhia. O objetivo principal do plano foi alongar o prazo para o pagamento dessas dívidas com seus principais credores, Bradesco e Banco do Brasil, aliviando a pressão sobre o caixa da empresa.

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Homologado pela Justiça em tempo recorde em junho de 2024, o acordo estabeleceu condições mais favoráveis, como um prazo de 72 meses e custos de CDI + 1,2% ao ano, além de um período de carência. Isso permitiu que a empresa direcionasse recursos para a operação e modernização, em vez de apenas quitar débitos imediatos.

Quais foram as medidas do plano de recuperação?

A reestruturação da Casas Bahia não se limitou à negociação com os bancos. A empresa implementou uma série de ações para tornar sua operação mais enxuta e eficiente, com foco em cortar despesas e aumentar a rentabilidade. As principais frentes de ação da companhia incluíram:

  • Fechamento de lojas: Anunciado ainda em agosto de 2023, o plano previa o fechamento de 50 a 100 lojas de baixo desempenho. Até o final daquele ano, 55 unidades já haviam sido fechadas para reduzir custos operacionais.
  • Redução de estoques: A gestão de estoques foi otimizada para diminuir custos de armazenagem e evitar perdas com produtos parados.
  • Ajustes na equipe: O quadro de funcionários também passou por uma readequação, com a centralização de atividades e o corte de posições administrativas.
  • Foco na rentabilidade: A estratégia comercial foi redefinida para priorizar a venda de produtos e serviços com margens de lucro maiores, abandonando o modelo de crescimento a qualquer custo.

O plano foi um marco para a recuperação da confiança dos investidores. As ações (BHIA3), que haviam sofrido forte desvalorização, iniciaram um processo de recuperação gradual à medida que os resultados das mudanças começaram a aparecer nos balanços seguintes.

Situação atual em maio de 2026

Dois anos após o início do plano, o Grupo Casas Bahia apresenta uma saúde financeira mais robusta. As medidas de austeridade e a renegociação da dívida foram bem-sucedidas em estabilizar o caixa e melhorar as margens de lucro. Com a operação mais enxuta, a companhia voltou a focar na expansão de seu marketplace, na modernização de sua plataforma digital e na melhoria da experiência do cliente, consolidando sua posição no competitivo mercado varejista brasileiro.

Nota: Após a publicação da matéria, a Casas Bahia enviou ao Correio um posicionamento sobre o atual cenário da companhia. Segundo a empresa, o primeiro trimestre de 2026 marcou uma nova fase operacional e financeira, com fluxo de caixa livre positivo de R$ 851 milhões, EBITDA ajustado de R$ 597 milhões e margem bruta de 30,3%. A companhia também afirmou ter reduzido a dívida líquida em 68% na comparação anual. Sobre o e-commerce, a companhia destacou que o canal com estoque próprio (1P) cresceu 27,4% no período, o maior avanço dos últimos 19 trimestres, segundo a empresa.

Tags: casas bahiaeconomia
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