A história de Costelinha, um vira-lata caramelo resgatado em Fortaleza que encontrou um novo lar na Suíça, emocionou o Brasil e despertou o interesse de muitas pessoas pela adoção internacional de pets. O processo, que no caso dele levou seis meses, é repleto de recompensas, mas exige planejamento, paciência e atenção a uma série de regras sanitárias e burocráticas para garantir uma viagem segura para o novo membro da família.
Levar um cão ou gato para outro país não é tão simples quanto comprar uma passagem. Cada nação possui exigências específicas, mas alguns passos são universais e servem como ponto de partida para quem deseja oferecer um lar internacional a um animal resgatado. O primeiro passo é sempre pesquisar as regras do país de destino, pois elas determinam todo o cronograma.
Documentação e saúde: os primeiros passos para a adoção internacional de pets
A preparação do animal começa meses antes do embarque. A parte de saúde é a mais crítica e envolve uma sequência de procedimentos que não pode ser apressada. É fundamental seguir a ordem correta para que a documentação seja aceita pelas autoridades.
Os principais requisitos incluem:
- Microchip de identificação: o animal precisa ter um microchip no padrão exigido pelo país de destino, que funcione como um documento de identidade eletrônico. Ele deve ser implantado antes da vacinação contra a raiva.
- Vacina antirrábica: a vacina deve estar em dia e ter sido aplicada após a implantação do microchip. Países da União Europeia, por exemplo, exigem um exame de sorologia para comprovar que a vacina foi eficaz. Esse teste só pode ser feito 30 dias após a aplicação da vacina, e o país de destino pode exigir uma quarentena de meses após o resultado para autorizar a entrada — na Suíça, por exemplo, a espera é de três meses.
- Certificado Veterinário Internacional (CVI): este é o passaporte do animal. Emitido pelo sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), do Ministério da Agricultura, ele atesta que o pet cumpriu todas as exigências sanitárias. O CVI só pode ser solicitado próximo à data da viagem.
Custos e logística da viagem
Os valores para viabilizar uma viagem internacional de um pet podem variar bastante, geralmente ficando entre R$ 5 mil e mais de R$ 15 mil. A conta inclui despesas veterinárias com consultas, exames e vacinas, além da emissão de documentos. Os custos mais altos, no entanto, costumam ser com a passagem aérea e a caixa de transporte, que precisa seguir o padrão da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).
O transporte pode ocorrer na cabine, com o tutor, para animais de pequeno porte, ou no porão da aeronave, em um compartimento pressurizado e climatizado. Cada companhia aérea tem suas próprias regras sobre tamanho, peso e raças permitidas. Por isso, o contato direto com a empresa é indispensável para garantir que todos os requisitos sejam cumpridos e evitar surpresas no dia do embarque.










