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Mononucleose: como a ‘doença do beijo’ pode afetar sua vida adulta

Por Lara
17/04/2026
Em Saúde
Créditos: depositphotos.com / Milkos

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Conhecida popularmente como “doença do beijo”, a mononucleose é frequentemente associada à adolescência. No entanto, a infecção causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV), que atinge mais de 90% da população adulta mundial, pode deixar sequelas que se manifestam anos depois, impactando significativamente a qualidade de vida.

A fase aguda da doença é marcada por sintomas como febre, dor de garganta e fadiga intensa. Para a maioria das pessoas, esses sinais desaparecem em algumas semanas. O problema é que o vírus não é eliminado do corpo. Ele permanece em estado latente, ou “adormecido”, nas células de defesa do organismo.

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Em alguns casos, essa permanência silenciosa pode evoluir para um quadro de complicações crônicas. A reativação do EBV, muitas vezes desencadeada por estresse ou queda na imunidade, está ligada a uma série de problemas de saúde na vida adulta, que vão muito além do cansaço passageiro.

Mononucleose: o que acontece após a infecção inicial?

Quando o sistema imunológico não consegue manter o vírus Epstein-Barr sob controle, ele pode provocar uma resposta inflamatória persistente no corpo. Essa condição está associada ao desenvolvimento de doenças autoimunes e a uma fadiga que não melhora com o descanso.

Estudos científicos também reforçam a ligação do EBV com um risco aumentado para o desenvolvimento de esclerose múltipla e certos tipos de câncer, como linfomas. Isso não significa que todos que tiveram mononucleose desenvolverão essas doenças, mas a presença do vírus é considerada um fator de risco relevante.

A ciência busca entender por que algumas pessoas desenvolvem essas complicações enquanto outras permanecem assintomáticas após a infecção inicial. A resposta parece estar em uma combinação de fatores genéticos e da capacidade individual do sistema imunológico de cada pessoa.

Sinais de alerta na vida adulta

É importante estar atento a sintomas que persistem sem uma causa aparente, especialmente se houve um histórico de mononucleose. A fadiga crônica é o principal deles, mas outros sinais podem indicar uma reativação do vírus ou suas consequências a longo prazo. Fique atento a:

  • Fadiga extrema: um cansaço debilitante que dura mais de seis meses e não está relacionado a esforço físico.
  • Dores musculares e articulares: desconforto generalizado pelo corpo, sem lesão aparente.
  • Dificuldades cognitivas: problemas de memória, falta de concentração e uma sensação de “névoa mental”.
  • Dores de cabeça recorrentes: episódios frequentes e que não respondem bem a analgésicos comuns.

É importante ressaltar que, embora essas complicações sejam possíveis, a maioria dos casos de mononucleose tem evolução benigna e se resolve completamente em semanas. As sequelas crônicas afetam uma minoria dos infectados.

Pesquisas científicas continuam investigando formas de prevenir e tratar as complicações relacionadas ao EBV. Embora não exista ainda tratamento antiviral específico aprovado para a mononucleose, o acompanhamento médico adequado é fundamental para o manejo dos sintomas e a identificação precoce de possíveis complicações.

Tags: adultosdoença do beijoebvMononucleosesaúdevírus Epstein-Barr
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