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O Brasil pode ter um terremoto como o do Japão? Entenda os riscos

Por Lucas
20/04/2026
Em Brasil
Como se proteger durante um terremoto: dicas de especialistas

Créditos: depositphotos.com / tomwang

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As imagens do forte terremoto de magnitude 7,5 que atingiu o Japão em 1º de janeiro de 2024, causando mais de 200 mortes, levantaram uma dúvida comum entre os brasileiros: um desastre dessa magnitude poderia acontecer aqui? A resposta curta é não. Embora o Brasil registre tremores de terra, a geologia do país impede a ocorrência de abalos sísmicos tão devastadores quanto os que vemos em território japonês.

A principal diferença está na localização das placas tectônicas. O Japão fica no encontro de quatro grandes placas tectônicas, uma área de intensa atividade geológica conhecida como Círculo de Fogo do Pacífico. Essa colisão constante libera uma energia colossal, resultando em terremotos frequentes e de alta magnitude.

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O Brasil, por outro lado, ocupa uma posição privilegiada no centro da Placa Sul-Americana. Estamos a milhares de quilômetros de distância das bordas, onde a maior parte dos eventos violentos acontece. Essa estabilidade geográfica é a nossa principal defesa natural contra grandes catástrofes sísmicas.

Onde os tremores acontecem no Brasil?

Os abalos sentidos no território brasileiro são de origem “intraplaca”. Eles ocorrem devido à pressão acumulada que viaja pelo interior da placa, reativando falhas geológicas antigas. É como se a placa estivesse se acomodando lentamente, liberando tensões em pontos específicos de sua estrutura.

As áreas com maior atividade sísmica no país incluem a região Nordeste, especialmente os estados do Ceará e Rio Grande do Norte, além de partes de Minas Gerais e do Acre. Esses eventos, no entanto, raramente ultrapassam 5 graus na escala Richter, que mede a magnitude dos terremotos.

Tremores dessa intensidade podem assustar, causar rachaduras em paredes e derrubar objetos, mas não têm potencial para destruir cidades inteiras. A construção civil brasileira, por exemplo, não segue os mesmos padrões antissísmicos do Japão, justamente porque o risco é incomparavelmente menor.

Para se ter uma ideia, o maior terremoto já registrado no Brasil ocorreu em 1955, na Serra do Tombador, em Mato Grosso. Ele atingiu 6.2 na escala Richter. Embora significativo para os padrões nacionais, o evento é considerado moderado em escala global e não se compara aos abalos que frequentemente superam 7 ou 8 graus no Japão.

Tags: BrasilJapãomaremotoRiscosterremototsunami
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