A aguardada expansão do Metrô do Distrito Federal para a Asa Norte deu um passo importante. O governo local concluiu os estudos técnicos e o projeto básico para tirar a proposta do papel, uma demanda histórica que promete transformar a mobilidade urbana na capital federal e beneficiar milhares de passageiros diariamente.
Atualmente, a malha metroviária de Brasília termina na Estação Central, localizada na Rodoviária do Plano Piloto. A primeira fase da nova etapa prevê a construção de um trecho de aproximadamente 1 quilômetro, estendendo os trilhos para uma das áreas mais populosas e com maior fluxo de veículos da cidade.
Como será o traçado da expansão
O projeto da primeira fase, já com estudos concluídos, prevê uma linha totalmente subterrânea. Partindo da Estação Central, um novo túnel levará os trilhos até as proximidades do Setor Comercial Norte (SCN) e do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), onde será implantada a primeira nova estação. A demanda estimada para esta parada inicial é de 9 mil passageiros por dia.
Existe um plano conceitual para uma segunda fase, que incluiria até oito estações adicionais ao longo da Asa Norte. No entanto, este projeto de longo prazo ainda não tem previsão para sair do papel, e o foco atual do governo está na viabilização da primeira estação.
Previsão para o início das obras
A fase atual do projeto é dedicada à captação de recursos para a obra. Com os estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental já concluídos, o Governo do Distrito Federal (GDF) aguarda a liberação de verbas federais para dar continuidade ao processo.
Após a garantia dos recursos financeiros, o governo poderá lançar o edital de licitação. Embora ainda não haja uma data definida para o trecho da Asa Norte, o governo prioriza as expansões de Ceilândia e Samambaia, que estão em estágio mais avançado. O início efetivo da construção na Asa Norte depende da conclusão dessas etapas orçamentárias.
O financiamento da expansão é um dos principais desafios. O GDF busca recursos do orçamento federal para viabilizar o investimento, cujo valor para as novas estações planejadas (incluindo os trechos de Ceilândia e Samambaia) está na casa das centenas de milhões de reais. Trata-se de um projeto de longo prazo, que deve levar vários anos para ser concluído após o início das obras.










