A expansão da energia eólica e solar no Brasil e no mundo é uma realidade que transforma a paisagem e a conta de luz de muitos consumidores. Com o avanço dessas tecnologias, surgem também dúvidas e informações desencontradas sobre seu custo, eficiência e o verdadeiro impacto no meio ambiente. Entender o que é mito e o que é verdade é fundamental para acompanhar essa transição.
O custo ainda é um obstáculo?
Um dos debates mais comuns gira em torno do preço. É verdade que, no passado, instalar painéis solares era um investimento para poucos. No entanto, os custos de produção caíram drasticamente na última década, tornando a tecnologia muito mais acessível para residências e empresas.
Hoje, existem linhas de financiamento específicas e o retorno do investimento acontece, em média, entre 3,5 e 5 anos para residências e estabelecimentos de médio porte, com a economia gerada na fatura de energia. No caso da energia eólica, os projetos são de grande escala, mas o custo por megawatt-hora já compete diretamente com fontes tradicionais, como as hidrelétricas.
Energia eólica e solar: elas acabam quando não há sol ou vento?
A ideia de que a energia acaba durante a noite ou em dias sem vento é um dos mitos mais persistentes. A geração a partir dessas fontes é, de fato, intermitente, mas o sistema elétrico nacional é interligado e diversificado para garantir o fornecimento contínuo.
Quando a produção solar ou eólica diminui, outras fontes, como as hidrelétricas, térmicas ou a biomassa, compensam essa variação. Além disso, o desenvolvimento de tecnologias de armazenamento, como as baterias, permite guardar o excesso de energia gerada nos momentos de pico para ser usado quando a demanda é maior que a oferta.
O impacto ambiental é nulo?
Embora sejam chamadas de “energia limpa”, nenhuma fonte de geração está totalmente isenta de impacto ambiental. A fabricação de painéis solares e turbinas eólicas consome recursos naturais e energia. A instalação de grandes parques eólicos e usinas solares também exige o uso de extensas áreas de terra.
No entanto, o impacto dessas fontes é incomparavelmente menor ao longo de sua vida útil quando comparado aos combustíveis fósseis. Elas não emitem gases de efeito estufa durante a operação, fator crucial para o combate às mudanças climáticas. O desafio atual é aprimorar os processos de reciclagem dos equipamentos ao fim de sua vida útil, tornando o ciclo ainda mais sustentável.










