A Meta, empresa controladora do Instagram, Facebook e WhatsApp, iniciou uma das suas maiores mobilizações de recursos para um objetivo claro: construir uma inteligência artificial geral (AGI), capaz de raciocinar e aprender em níveis semelhantes aos humanos. Mark Zuckerberg, CEO da companhia, confirmou que bilhões de dólares estão sendo investidos para competir diretamente com a OpenAI, criadora do ChatGPT, e o Google.
A estratégia é agressiva e se baseia em dois pilares principais: poder computacional massivo e desenvolvimento de modelos de ponta. A empresa está adquirindo centenas de milhares de processadores de ponta da Nvidia para alimentar seus data centers, como o Hyperion e o Prometheus. Com investimentos previstos entre US$ 125 e US$ 145 bilhões apenas para 2026 e a aquisição de 49% da Scale AI por US$ 14,3 bilhões em junho de 2025, a Meta consolidou uma das maiores infraestruturas de IA do mundo, agora sob a liderança de Alexandr Wang na divisão Meta Superintelligence Labs.
Ao mesmo tempo, a Meta, que historicamente apostou na sua família de modelos de linguagem Llama como uma plataforma aberta — lançando o Llama 4 em abril de 2025 —, demonstrou uma mudança em sua estratégia. Em abril de 2026, a empresa lançou o Muse Spark, seu mais novo e poderoso modelo, que não é de código aberto, sinalizando uma abordagem mais híbrida para acelerar a inovação e competir no mercado.
Como a IA vai mudar Instagram e WhatsApp
Para os milhões de usuários das plataformas da Meta, essas mudanças já são uma realidade. A integração de uma inteligência artificial mais sofisticada está transformando a experiência de uso dos aplicativos, com foco em novas ferramentas criativas e assistentes virtuais mais úteis.
No Instagram, a IA potencializa a edição de fotos e vídeos, sugere legendas e hashtags com mais precisão e cria imagens de alta qualidade a partir de descrições de texto. Recursos como a criação de figurinhas personalizadas para os Stories e Reels também foram expandidos, tornando a criação de conteúdo mais dinâmica.
Já no WhatsApp e no Messenger, o foco está no assistente virtual Meta AI. A ferramenta, já amplamente integrada e disponível com diversas funcionalidades, permite que usuários façam perguntas, planejem viagens, gerem imagens e recebam recomendações diretamente nas conversas. A ideia é que o assistente funcione como um copiloto para o dia a dia, integrado ao principal app de comunicação.
O desenvolvimento de uma AGI é um projeto de longo prazo, mas os frutos desse investimento já moldam o futuro das redes sociais. A aposta de Zuckerberg é que a inteligência artificial será a base de todas as interações digitais, desde a comunicação pessoal até o metaverso.









