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TSE aperta regras contra IA para combater fake news nas eleições de 2026

Por Lucas
04/05/2026
Em Notícias
TSE aperta regras contra IA para combater fake news nas eleições de 2026

Créditos: depositphotos.com / meshcube

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu um conjunto robusto de regras para o uso de inteligência artificial nas eleições de 2026, aprofundando as medidas iniciadas nas eleições municipais de 2024. A estratégia não se baseia em um sistema de monitoramento próprio do TSE, mas sim na regulamentação e na responsabilização direta das plataformas digitais para combater a desinformação e proteger a integridade do processo eleitoral.

A principal mudança está no foco: em vez de o TSE operar ferramentas de varredura, a Justiça Eleitoral determinou, por meio de resoluções como a 23.732/2024, que as big techs (redes sociais, aplicativos de mensagens e buscadores) têm responsabilidade solidária sobre a circulação de conteúdo falso e manipulado. Elas são obrigadas a remover rapidamente materiais que violem as novas regras, sob pena de sanções.

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Principais pontos da nova regulamentação

A atuação do TSE é baseada em normas claras que as plataformas devem seguir. O crescimento de 308% em conteúdos falsos criados com IA entre 2024 e 2025, segundo o Observatório Lupa, evidenciou a urgência das medidas. Entre as principais regras estão:

  • Proibição de Deepfakes: É vedado o uso de conteúdo de áudio ou vídeo manipulado digitalmente para criar, substituir ou alterar a imagem ou a voz de uma pessoa viva, falecida ou fictícia, com o objetivo de prejudicar ou favorecer candidaturas.
  • Rotulagem Obrigatória: Qualquer propaganda eleitoral que utilize conteúdo sintético por IA, seja para criar imagens, sons ou simulações, deve informar de maneira explícita e visível que o material foi gerado artificialmente.
  • Restrição a Chatbots: Ferramentas de IA generativa, como ChatGPT e Gemini, estão proibidas de simular conversas com candidatos ou de fazer qualquer tipo de propaganda eleitoral.
  • “Lei Seca” da IA: Nas 48 horas que antecedem a votação e durante o dia da eleição, fica proibida a veiculação de qualquer propaganda eleitoral paga que contenha conteúdo gerado por IA.

Tipos de desinformação no alvo da Justiça Eleitoral

A regulamentação é especialmente focada em combater alguns tipos específicos de desinformação, como:

  • Deepfakes: Vídeos ou áudios que usam inteligência artificial para manipular a imagem ou a voz de candidatos de forma realista.
  • Ataques às urnas eletrônicas: Narrativas falsas que buscam desacreditar a segurança do sistema de votação brasileiro.
  • Discurso de ódio: Conteúdo ofensivo ou discriminatório direcionado a candidatos ou grupos sociais.
  • Propaganda irregular: Anúncios ou impulsionamentos de conteúdo em desacordo com as normas da Justiça Eleitoral.

Além de ordenar a remoção do conteúdo, o TSE pode abrir investigações para identificar os responsáveis pela criação e pelo financiamento das campanhas de desinformação. A medida busca não apenas reagir ao problema, mas também desestimular a prática, aplicando sanções que podem incluir multas e outras penalidades previstas em lei.

O objetivo da Justiça Eleitoral com a adoção dessas regras é garantir que o debate público seja baseado em informações verídicas, protegendo o direito de mais de 155 milhões de eleitores de fazerem sua escolha de forma livre e consciente.

Tags: 2026Combateeleiçõesfake newsIAPolíticaTSE
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