A recente determinação da Anvisa para o recall de detergentes da Ypê, devido ao risco de contaminação microbiológica, acendeu um alerta para muitos consumidores. A medida foi tomada após a identificação de falhas no processo de fabricação que poderiam comprometer a segurança sanitária de lotes específicos do produto.
Embora tenha ganhado os holofotes, o episódio não é um caso isolado no mercado brasileiro. Ao longo dos anos, diversas marcas de grande porte precisaram convocar recalls para corrigir falhas de segurança, contaminação ou problemas de qualidade em seus produtos. Relembre alguns dos casos mais marcantes.
Grandes recalls de produtos no Brasil
Cervejaria Backer
A cervejaria mineira Backer protagonizou um dos recalls mais graves da história recente do país. Em 2020, a empresa precisou recolher todos os seus produtos do mercado após a descoberta de contaminação por dietilenoglicol em alguns lotes. A substância tóxica causou a morte de várias pessoas e deixou dezenas de outras com sequelas neurológicas e renais graves.
Toddynho
A bebida achocolatada Toddynho, popular entre o público infantil, esteve no centro de dois grandes recalls. O primeiro, em 2011, ocorreu após um lote ter sido contaminado com um produto de limpeza, causando mal-estar em consumidores. Três anos depois, em 2014, um novo chamado foi feito devido a uma falha no processo de envase, que levou o produto a azedar antes do prazo de validade.
Chocolates Garoto
Em 2022, a Garoto anunciou o recolhimento voluntário de lotes de dois de seus chocolates. A medida foi tomada por precaução, após a empresa identificar a possibilidade de que pequenos fragmentos de vidro estivessem presentes nos produtos. O risco era de lesões na boca e no sistema digestivo de quem consumisse as barras contaminadas.
Volkswagen e o “Dieselgate”
O escândalo global conhecido como “Dieselgate” também teve reflexos no Brasil. Em 2015, a Volkswagen convocou um recall de mais de 17 mil picapes Amarok. O motivo era a presença de um software ilegal que manipulava os resultados dos testes de emissão de poluentes, fazendo o veículo parecer menos poluente do que realmente era.
Água São Lourenço
Um caso mais antigo, mas que marcou época, foi o da Água Mineral São Lourenço, em 1994. A empresa precisou retirar do mercado milhões de garrafas após a detecção de níveis de bário, um metal pesado, acima do permitido pela legislação. A contaminação teria ocorrido em uma das fontes de captação de água, gerando uma grande crise para a marca na época.








