A recente redução na tarifa do gás encanado no Rio de Janeiro, anunciada pela Naturgy, colocou muitos consumidores diante de uma dúvida comum: vale a pena trocar o tradicional botijão de cozinha pelo fornecimento contínuo? Com queda entre 2,3% e 2,9% para clientes residenciais a partir de 1º de junho, a escolha vai além do preço e envolve aspectos de segurança, praticidade e perfil de consumo de cada família.
A principal diferença entre os dois sistemas começa no bolso. No gás encanado, a cobrança é mensal, semelhante a uma conta de luz ou água, e baseada no consumo exato registrado pelo medidor. Isso permite um controle maior sobre os gastos e evita o desembolso de um valor alto de uma só vez. O pagamento é feito após o uso.
Já o botijão de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), geralmente de 13 quilos, exige um pagamento antecipado pelo volume total. O consumidor paga pelo produto antes de usá-lo, o que pode pesar no orçamento do mês. A grande desvantagem é a imprevisibilidade, pois o gás pode acabar durante o preparo de uma refeição, causando transtornos.
Praticidade no dia a dia
Aqui, a vantagem do gás encanado é clara. O fornecimento é ininterrupto, eliminando a preocupação com a troca ou compra de um novo botijão. Também não é preciso destinar um espaço na cozinha ou área de serviço para armazenar o cilindro, que além de ocupar lugar, pode não se harmonizar com a decoração do ambiente.
O botijão, por sua vez, exige a logística de compra e instalação. Embora as entregas sejam rápidas na maioria das cidades, o processo demanda atenção e o manuseio de um item pesado. Para quem mora em apartamento, a troca pode ser ainda mais inconveniente, dependendo das regras do condomínio.
Qual sistema é mais seguro?
Ambos os sistemas são seguros quando instalados e mantidos corretamente, seguindo as normas técnicas. Contudo, existem diferenças importantes na composição dos gases que impactam a segurança em caso de vazamento. O gás natural (encanado) é mais leve que o ar e, se vazar, se dissipa rapidamente na atmosfera, diminuindo o risco de acidentes.
O GLP do botijão é mais denso que o ar. Em um vazamento, ele tende a se acumular próximo ao chão, o que aumenta o perigo de explosões em contato com uma faísca ou chama. Por isso, a ventilação permanente do local onde o botijão está instalado é fundamental.
A decisão final depende das prioridades de cada um. Quem busca conveniência, fluxo contínuo e mais segurança em caso de vazamentos encontra no gás encanado a melhor opção. Para quem prefere o controle de pagar apenas quando precisa e não tem acesso à rede de distribuição, o botijão de GLP continua sendo uma alternativa viável.






