O preço do azeite de oliva, que atingiu patamares recordes nos últimos anos, continua a ser uma preocupação para o consumidor brasileiro. Além do valor elevado, o risco de fraudes se tornou um problema adicional, com operações da Anvisa e do Ministério da Agricultura revelando irregularidades em diversas marcas.
A principal causa para a disparada dos preços nos últimos anos esteve ligada a crises climáticas na Europa. A Espanha, maior produtora mundial, enfrentou secas severas que reduziram drasticamente a produção de azeitonas em safras passadas. O mesmo padrão de clima extremo afetou outros grandes fornecedores, como Itália e Grécia, limitando a oferta global e pressionando os preços internacionalmente.
Como o Brasil importa mais de 99% de todo o azeite que consome, o efeito dessa instabilidade internacional é direto nas gôndolas. Embora o valor do produto tenha acumulado altas expressivas, o mercado permanece volátil. O que antes era um item comum na lista de compras, hoje pesa de forma significativa no orçamento familiar.
Como se proteger na hora da compra
Além do preço elevado, o consumidor precisa estar atento à qualidade. Operações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Agricultura têm retirado lotes de diversas marcas do mercado após laudos apontarem que os produtos eram, na verdade, uma mistura de óleos vegetais e não azeite de oliva extravirgem como informavam os rótulos.
A fraude representa um risco não só para o bolso, mas também para a saúde. Para não levar para casa um produto adulterado, algumas dicas são importantes. Verifique sempre o rótulo em busca de informações claras sobre a origem, data de envase e o selo de inspeção do Ministério da Agricultura. Preços muito abaixo da média do mercado também devem ser vistos com desconfiança.
Na prateleira, fique atento a alguns detalhes:
- Acidez: para o azeite ser classificado como extravirgem, sua acidez deve ser, no máximo, de 0,8%. Essa informação costuma estar no rótulo.
- Embalagem: prefira os azeites em embalagens de vidro escuro. Elas protegem o produto da luz, que pode oxidar e alterar o sabor e as propriedades.
- Origem: azeites que indicam um único país de origem, em vez de uma “mistura de azeites de países da União Europeia”, tendem a ter um controle de qualidade mais rastreável e confiável.









