O Pix se tornou uma ferramenta essencial no dia a dia dos brasileiros, revolucionando a forma como pessoas e empresas realizem pagamentos e transferências. O sucesso é tanto que o sistema, lançado pelo Banco Central em 2020, virou referência mundial. No entanto, o Brasil não está sozinho nessa corrida: diversas nações já possuem suas próprias tecnologias de pagamento instantâneo, algumas com mais de uma década de operação.
Cada sistema funciona com particularidades que refletem a cultura e a economia local. Enquanto alguns são liderados por bancos centrais, como o Pix no Brasil, outros surgiram da iniciativa privada ou de grandes empresas de tecnologia. Conhecer essas alternativas ajuda a entender o cenário global e as diferentes abordagens para um mesmo desafio: transferir dinheiro de forma rápida, barata e segura.
Índia e o UPI
A Interface de Pagamentos Unificada (UPI) da Índia é frequentemente citada como uma das grandes inspirações para o Pix da Índia. Lançado em 2016, o sistema indiano permite que os usuários conectem várias contas bancárias a um único aplicativo de pagamento. As transferências são feitas usando um identificador único, número de telefone ou QR Code. Seu volume de transações mensais frequentemente ultrapassa a marca de 10 bilhões, consolidando a UPI como um dos maiores sistemas do mundo.
Estados Unidos e o Zelle
Nos Estados Unidos, a solução mais popular é o Zelle. Lançado em 2017, ele não foi criado pelo governo, mas por um consórcio de grandes bancos, como Bank of America, JP Morgan Chase e Wells Fargo. O serviço está integrado diretamente nos aplicativos dessas instituições e permite o envio de dinheiro instantâneo usando apenas o e-mail ou o número de celular do destinatário. Seu foco principal são as transferências entre pessoas físicas.
China e os superaplicativos
O mercado chinês é dominado por dois gigantes da tecnologia: o Alipay, do Ant Group, e o WeChat Pay, da Tencent. Mais do que simples sistemas de pagamento, eles funcionam como “superaplicativos” que integram transferências, pagamento de contas, compras online, investimentos e até redes sociais. As transações via QR Code são a norma, transformando o celular na principal carteira dos chineses.
Reino Unido e Europa
O Reino Unido foi um dos pioneiros com o Faster Payments Service (FPS), que desde 2008 permite transferências quase instantâneas 24 horas por dia. Na Zona do Euro, o SEPA Instant Credit Transfer (SCT Inst), iniciado em 2017, busca unificar as transações entre os países membros, permitindo que cidadãos europeus enviem e recebam euros em segundos, independentemente de onde suas contas bancárias estejam localizadas.










