Apesar de o Brasil ser um país tropical, a deficiência de vitamina D é um problema de saúde surpreendentemente comum entre a população. Estudos indicam que a insuficiência do nutriente pode afetar mais da metade dos adultos saudáveis no país. Conhecida como o “hormônio do sol”, ela é essencial para a saúde dos ossos, o funcionamento do sistema imunológico e até mesmo para o humor, mas o estilo de vida moderno tem dificultado sua obtenção de forma natural.
Diferente de outras vitaminas, a D é produzida principalmente pelo nosso corpo quando a pele é exposta aos raios ultravioleta B (UVB) do sol. Apenas uma pequena parte, cerca de 10%, vem da alimentação. O resultado é que a falta dela pode passar despercebida por muito tempo, manifestando-se de formas sutis e perigosas.
Por que a deficiência de vitamina D é tão comum?
Vários fatores contribuem para os baixos níveis de vitamina D na população. O principal é a baixa exposição solar: passamos a maior parte do dia em ambientes fechados e, quando saímos, o uso de protetor solar — embora fundamental para prevenir o câncer de pele — bloqueia a produção do hormônio.
A alimentação moderna também tem sua parcela de culpa, já que poucos alimentos são naturalmente ricos em vitamina D. Fatores individuais também pesam: pessoas com pele mais escura precisam de mais tempo de exposição solar para produzir a mesma quantidade da vitamina, idosos têm a capacidade de síntese na pele reduzida, e variantes genéticas podem dificultar o processo em alguns indivíduos.
Quais são os principais sintomas?
Os sinais da falta de vitamina D podem ser vagos e facilmente confundidos com outras condições. Fique atento a sintomas como:
- Cansaço e fadiga constantes, mesmo após uma boa noite de sono.
- Dores nos ossos, nas costas e fraqueza muscular.
- Infecções recorrentes, como gripes e resfriados, devido à queda na imunidade.
- Alterações de humor, incluindo desânimo e irritabilidade.
- Queda de cabelo mais acentuada que o normal.
Como corrigir os níveis de vitamina D?
A exposição solar moderada, de aproximadamente 15 a 20 minutos por dia em áreas como braços e pernas, pode contribuir para a produção de vitamina D. No entanto, é fundamental conversar com um dermatologista sobre a melhor forma de equilibrar a necessidade de vitamina D com a proteção contra o câncer de pele, já que as recomendações variam conforme o tipo de pele e histórico pessoal.
Na alimentação, a inclusão de peixes gordurosos como salmão e atum, além de gema de ovo e alimentos fortificados, como leite e iogurtes, pode ajudar. Contudo, em muitos casos, a suplementação se faz necessária. O diagnóstico da deficiência é feito por exame de sangue e qualquer reposição deve ser orientada por um médico, que definirá a dose e a duração do tratamento de forma segura.








