O delivery de produtos por drones já é uma realidade no Brasil, liderado pela operação do iFood. A empresa mantém uma rota comercial regular em Aracaju (SE), conectando a capital a Barra dos Coqueiros desde outubro de 2025 e realizando centenas de entregas por mês. O modelo atual é fruto de testes realizados anteriormente em cidades como Campinas (SP).
A tecnologia, no entanto, não funciona como muitos imaginam, com o drone pousando na janela do cliente. O modelo em operação é híbrido e foca em otimizar longas distâncias, conectando diferentes pontos de uma cidade de forma muito mais rápida, sem depender do trânsito.
Como funciona a entrega na prática?
O processo logístico é dividido em etapas para garantir segurança e agilidade. A rota combina o trabalho de entregadores com a autonomia dos drones, aproveitando o melhor de cada modalidade. O funcionamento geralmente segue três passos principais:
- Primeira etapa: um entregador parceiro coleta o pedido no restaurante ou loja e o leva até um “droneport”, uma área de decolagem e pouso designada.
- Rota principal: o drone, que pode carregar até 5 kg e atingir 50 km/h, assume o transporte, voando com a encomenda por uma rota aérea pré-aprovada até outro droneport.
- Última etapa: ao pousar, outro entregador retira o produto e finaliza a entrega no endereço do cliente, percorrendo apenas um trecho curto.
Esse modelo permite que travessias como a do Rio Sergipe, na rota de Aracaju, que levariam de 30 a 60 minutos por terra, sejam concluídas em cerca de cinco minutos pelo ar. A principal vantagem é a redução do tempo total de entrega, além de diminuir a emissão de carbono e desafogar o trânsito.
E quando chega ao Distrito Federal?
Ainda não existe uma data oficial para o início das operações de delivery com drones no Distrito Federal. O próximo foco de expansão do iFood é a região metropolitana de São Paulo, um desafio complexo devido ao intenso tráfego aéreo. A ampliação para novas cidades depende da consolidação do modelo e, principalmente, de novas autorizações da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), que certifica as aeronaves e aprova as rotas para garantir a segurança. Um cronograma para Brasília ainda não foi divulgado.









