A morte do empresário Luiz Marcelo Ormond, de 44 anos, chocou o país em maio de 2024. Ele foi encontrado sem vida em seu apartamento no bairro Engenho Novo, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A principal suspeita do crime foi sua então namorada, Júlia Andrade Cathermol Pimenta, que o teria envenenado com um brigadeirão contendo medicamentos controlados.
O corpo do empresário foi localizado em avançado estado de decomposição no dia 20 de maio daquele ano, após vizinhos acionarem o Corpo de Bombeiros devido ao forte cheiro vindo do apartamento. A investigação da Polícia Civil apontou que a morte teria ocorrido dias antes, por volta de 17 de maio, data em que câmeras de segurança registraram o casal pela última vez.
A dinâmica do crime
Segundo as investigações, Júlia teria permanecido no apartamento com o corpo por cerca de três dias. Nesse período, ela teria dormido no local, se desfeito de bens da vítima e realizado transações bancárias. A suspeita era de que ela teria moído dezenas de comprimidos de um forte analgésico e misturado ao doce servido a Luiz Marcelo.
Após a morte, Júlia teria contado com a ajuda de Suyany Breschak, que se apresentava como cigana e conselheira espiritual, para vender o carro e um computador do empresário por aproximadamente R$ 75 mil. Suyany foi presa, sendo considerada pela polícia como participante fundamental no planejamento do crime.
Motivação e próximos passos
A principal linha de investigação apontou para uma motivação financeira. Júlia teria uma dívida de aproximadamente R$ 600 mil com Suyany, referente a pagamentos por supostos serviços de “limpeza espiritual”. O assassinato seria uma forma de quitar parte desse valor com os bens da vítima, com quem se relacionava.
Na época do crime, Júlia Pimenta foi considerada foragida. A polícia iniciou as buscas pela suspeita e aprofundou a apuração sobre a relação entre ela e Suyany para esclarecer todos os detalhes que levaram à morte do empresário.










