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Emergências lotadas: o que fazer na espera por atendimento

Por Larissa
24/06/2026
Em Brasil
Superlotação em emergências: o que fazer na espera por atendimento

Créditos: RDNE Stock project (Pexels)

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A superlotação em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e emergências de hospitais é uma realidade preocupante em todo o país. A recente morte de um homem no Distrito Federal, que aguardou por atendimento sem passar pela triagem inicial, acendeu um alerta sobre o que fazer enquanto a sua vez não chega. Saber como agir nesse intervalo pode ser decisivo.

A principal orientação é manter a vigilância sobre o próprio quadro de saúde ou o da pessoa que você acompanha. Ao chegar, o primeiro passo é passar pela triagem, onde uma equipe de enfermagem fará a classificação de risco, geralmente seguindo protocolos como o de Manchester, para definir a prioridade do seu caso. Certifique-se de que você ou seu acompanhante passaram por essa avaliação e receberam uma pulseira colorida de identificação. Essa classificação é uma fotografia do momento, mas o estado clínico pode mudar rapidamente, exigindo uma reavaliação.

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Como monitorar os sintomas durante a espera do atendimento

Durante a espera, o foco deve ser a auto-observação. Preste atenção em sinais que indicam uma piora do quadro clínico e que justificam uma nova comunicação com a equipe de atendimento. Fique atento aos seguintes pontos:

  • Observe qualquer mudança: a febre aumentou? A dor ficou mais intensa ou mudou de lugar? Surgiu um novo sintoma, como tontura, suor frio ou falta de ar? Anote mentalmente ou no celular para informar com precisão.
  • Comunique-se de forma clara: ao notar uma piora, volte ao balcão de atendimento. Em vez de dizer apenas “estou passando mal”, seja específico: “minha dor no peito está mais forte e agora irradia para o braço”.
  • Verifique os sinais vitais básicos: observe a frequência da respiração. A pessoa está consciente e respondendo a estímulos? Qualquer alteração brusca, como desmaio ou dificuldade extrema para respirar, exige ação imediata.

Sinais de alerta para emergência absoluta

Alguns sintomas exigem que a equipe médica seja acionada imediatamente, independentemente do tempo de espera. Procure ajuda na mesma hora se você ou seu acompanhante apresentar:

  • Dor súbita e intensa no peito, especialmente se irradiar para o braço ou pescoço.
  • Dificuldade respiratória severa ou sensação de afogamento.
  • Perda de consciência, desmaio ou confusão mental súbita.
  • Convulsões.
  • Sinais de AVC, como boca torta, dificuldade para falar ou fraqueza em um lado do corpo.

Quando e como pedir ajuda novamente

Se os sintomas se agravarem de forma significativa ou se o tempo de espera ultrapassar o informado na triagem sem qualquer reavaliação, é hora de procurar a equipe novamente. A superlotação não pode impedir que casos graves sejam priorizados.

Mantenha a calma, mas seja firme. Explique a situação de forma objetiva para o atendente. Se sentir que não está recebendo a atenção necessária, pergunte sobre a possibilidade de falar com a chefia de enfermagem ou com o responsável pela unidade para relatar a mudança no quadro de saúde.

O que fazer para aliviar o desconforto

Enquanto aguarda, algumas medidas podem ajudar a controlar o desconforto e a ansiedade, desde que sua condição clínica permita:

  • Hidrate-se: se não houver restrição médica, beber pequenos goles de água pode ajudar a evitar a desidratação, que piora sintomas como dor de cabeça e tontura.
  • Busque uma posição confortável: caso sinta tontura, tente se sentar com a cabeça apoiada ou, se possível, com as pernas elevadas para ajudar na circulação.
  • Controle a ansiedade: a espera pode ser estressante. Tente respirar de forma lenta e profunda para acalmar o sistema nervoso e reduzir a sensação de pânico.
  • Tenha um acompanhante: se possível, não vá sozinho. Um acompanhante pode ajudar a monitorar seus sintomas, buscar informações e pedir ajuda quando você não tiver condições de fazer isso.

Conheça seus direitos

Caso sinta que houve negligência ou que seus direitos como paciente não foram respeitados, você pode formalizar uma queixa. Procure a ouvidoria do próprio hospital ou da secretaria de saúde do seu município ou estado. Em casos mais graves, é possível acionar o conselho regional de medicina ou o Ministério Público.

Tags: atendimentoHospital
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