Uma greve geral dos vigilantes, iniciada por tempo indeterminado na noite de terça-feira (23 de junho), às 19h, afeta diretamente o funcionamento de serviços essenciais no Distrito Federal. A paralisação impacta principalmente agências bancárias e diversos órgãos do governo, que operam com restrições ou de portas fechadas.
O impacto mais visível para a população ocorre nos bancos. Muitas agências não abriram ou funcionam com atendimento parcial, restrito aos caixas eletrônicos. A ausência dos profissionais de segurança impede o acesso às áreas internas, como os guichês de caixa e as mesas dos gerentes, comprometendo operações que exigem atendimento presencial.
A situação gera um efeito cascata. Com o acesso limitado aos serviços bancários, a população pode enfrentar dificuldades para realizar saques de maior valor, resolver pendências contratuais ou efetuar pagamentos que dependem de atendimento humano. A recomendação é utilizar os canais digitais, como aplicativos e internet banking, sempre que possível.
Saúde e serviços públicos em alerta
Diferentemente do esperado, a área da saúde não foi impactada pela greve. A empresa Brasília Segurança, responsável pela vigilância em hospitais públicos, unidades de pronto atendimento (UPAs), Caesb e CEB, apresentou uma proposta própria com reajuste de 4,26%, que foi aceita pelos funcionários. Portanto, não há paralisação nesses locais.
Já órgãos públicos como ministérios, secretarias e agências do INSS sentem o reflexo direto da paralisação. O controle de acesso e a segurança patrimonial ficam comprometidos, o que pode levar a alterações no horário de funcionamento ou na dinâmica de atendimento ao cidadão.
O que a categoria reivindica
O Sindicato dos Vigilantes do DF informa que a greve foi deflagrada após tentativas frustradas de negociação da nova convenção coletiva, que se arrasta desde outubro de 2025. A categoria busca um reajuste salarial acima da inflação, além de melhorias em benefícios como o vale-alimentação e o plano de saúde.
A proposta patronal rejeitada em 17 de junho oferecia um aumento de 3,9% sem pagamento retroativo, valor considerado insuficiente pela categoria. A paralisação segue por tempo indeterminado, e uma nova assembleia está marcada para esta quinta-feira (25 de junho), às 17h, na Rampa dos Vigilantes, no Conic, para decidir os próximos passos do movimento.










