A chegada da sexta-feira desperta um sentimento quase universal, resumido em uma única palavra que tomou conta das redes sociais e conversas: sextou. O termo, que celebra o fim da semana de trabalho e o início do descanso, é um exemplo claro de como a linguagem se transforma na era digital. Expressões que nascem em fóruns, memes ou vídeos rapidamente ultrapassam as barreiras da internet e se integram ao vocabulário cotidiano dos brasileiros.
Essas novas gírias não são apenas modismos passageiros. Elas refletem comportamentos, simplificam ideias complexas e criam um senso de comunidade entre quem as utiliza. Para entender melhor esse fenômeno, reunimos a origem de “sextou” e de outras sete expressões que você provavelmente já ouviu ou usou.
De ‘sextou’ a ‘cancelar’: entenda as gírias
Sextou: a comemoração pela chegada da sexta-feira ganhou força nas redes sociais, mas se popularizou especialmente através de uma música do Forró da Pegação. A palavra é uma conjugação informal do verbo “sextar”, que virou sinônimo de relaxar e se divertir, geralmente acompanhada de memes e fotos de celebração. Uma curiosidade é que a hashtag #sextou chegou a ser mal interpretada por estrangeiros, que a liam como “sex to u” (sexo para você), gerando confusão nas redes sociais.
Partiu: embora seja a conjugação do verbo “partir”, a gíria ganhou um novo sentido, funcionando como um convite ou uma confirmação animada. Em vez de um simples “vamos”, o “partiu” carrega um tom de entusiasmo e imediatismo que se espalhou rapidamente por aplicativos de mensagens.
Cancelar: derivada da expressão em inglês “cancel culture”, a gíria se refere ao ato de retirar o apoio a uma figura pública ou marca após uma atitude considerada errada ou ofensiva. O “cancelamento” acontece principalmente no ambiente online e representa uma forma de boicote coletivo.
Ranço: a palavra descreve um sentimento de antipatia profunda e, muitas vezes, irracional por alguém ou algo. O termo foi popularizado por memes e reality shows, se tornando uma forma mais intensa e definitiva de dizer que não se gosta de alguma coisa.
Biscoiteiro(a): é a pessoa que busca validação e atenção nas redes sociais, publicando fotos ou textos com o objetivo de receber elogios. A metáfora é simples: o “biscoito” representa os likes e comentários positivos que “alimentam” o ego de quem posta.
Crush: um empréstimo direto do inglês, a palavra se consolidou no Brasil para designar um interesse romântico ou uma paixão platônica. A gíria é amplamente usada por jovens e adultos para se referir à pessoa por quem se sentem atraídos.
Shippar: também de origem inglesa, vem da palavra “relationship” (relacionamento). “Shippar” é o ato de torcer para que duas pessoas, sejam elas personagens de ficção ou celebridades, formem um casal. A prática surgiu em comunidades de fãs na internet e hoje é de uso geral.
Flopar: outra palavra adaptada do inglês, “flopar” vem de “to flop”, que significa fracassar. É usada para descrever algo que não teve o sucesso esperado, como uma postagem com poucas interações, uma festa vazia ou um produto que não vendeu bem.










