A terapia hormonal com testosterona é uma etapa importante no processo de transição de gênero para muitos homens trans. O tratamento ajuda a alinhar as características corporais à identidade de gênero masculina, promovendo mudanças físicas significativas e desejadas. Para garantir segurança e preservar a saúde do paciente, todo o processo deve ser acompanhado por um médico especialista.
O início da hormonização só ocorre após uma avaliação clínica e a realização de exames laboratoriais. O objetivo é verificar as condições gerais de saúde e descartar contraindicações. A testosterona geralmente é administrada por meio de injeções intramusculares, com frequência variável, ou através de gel de aplicação diária na pele. A escolha do método depende da avaliação médica e da adaptação de cada pessoa.
Quais são os principais efeitos?
As mudanças corporais começam a aparecer nos primeiros meses e se intensificam ao longo do tempo. O ritmo e a intensidade das alterações variam de pessoa para pessoa, mas geralmente seguem um padrão. Entre as transformações mais comuns estão:
- aumento da libido;
- suspensão da menstruação, que pode levar alguns meses para ocorrer e não acontece para todas as pessoas;
- aumento de pelos no rosto e no corpo;
- mudança na textura da pele, tornando-a mais oleosa, e possível surgimento de acne;
- possível calvície de padrão masculino;
- aumento da massa muscular e redistribuição da gordura corporal;
- crescimento do clitóris;
- voz mais grave.
Algumas dessas mudanças, como o engrossamento da voz e o crescimento de pelos, são permanentes. Outras, como a distribuição de gordura e a interrupção da menstruação, podem ser revertidas caso o tratamento seja interrompido.
Riscos e a importância do acompanhamento durante a transição de gênero
Assim como qualquer tratamento médico, a terapia com testosterona envolve riscos que precisam ser monitorados. O uso do hormônio pode aumentar a quantidade de glóbulos vermelhos no sangue (policitemia ou eritrocitose), o que eleva o risco de trombose. Também pode haver alterações nos níveis de colesterol e na função do fígado.
Por esses motivos, o acompanhamento com um endocrinologista é fundamental. Exames de sangue periódicos são necessários para ajustar a dosagem do hormônio e monitorar a saúde de forma integral. Esse cuidado garante que a transição ocorra da maneira mais segura e saudável possível, minimizando efeitos colaterais e potencializando os resultados esperados.









