Uma nova onda de golpes aplicados por SMS, WhatsApp e e-mail está mirando trabalhadores com saldo no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A tática, que voltou a ganhar força e foi alvo de uma operação policial nesta semana, consiste no envio de mensagens falsas sobre supostos saques liberados ou valores a receber, com o objetivo de roubar dados pessoais e financeiros das vítimas em todo o Brasil.
A fraude utiliza a engenharia social para criar um senso de urgência e oportunidade. As mensagens frequentemente mencionam valores altos ou a liberação de benefícios como o saque-aniversário, induzindo a pessoa a clicar em um link malicioso para “consultar” ou “liberar” o dinheiro.
Ao clicar, a vítima é redirecionada para uma página falsa, que imita a identidade visual de sites do governo ou da Caixa Econômica Federal. Nesse ambiente, um formulário solicita informações confidenciais, como CPF, data de nascimento, nome completo, senhas de aplicativos e dados bancários.
Com essas informações em mãos, os golpistas podem realizar diversas atividades ilícitas. Entre elas, estão a solicitação de empréstimos em nome da vítima, o desvio de valores do próprio FGTS ou de contas bancárias e a venda dos dados em mercados clandestinos na internet.
Como se proteger do golpe do FGTS
A principal recomendação é nunca clicar em links recebidos por SMS, e-mail ou aplicativos de mensagens que prometem benefícios relacionados ao FGTS. A Caixa não utiliza esses canais para enviar links de acesso a contas ou para solicitar senhas e dados pessoais.
Para evitar cair nesse tipo de fraude, adote algumas medidas de segurança:
- Verifique os canais oficiais: toda consulta sobre o FGTS deve ser feita exclusivamente pelo aplicativo oficial “FGTS”, pelo site da Caixa Econômica Federal ou diretamente em uma agência. Sempre digite o endereço no navegador em vez de usar links.
- Desconfie de promessas fáceis: mensagens com erros de português, tom alarmista ou que prometem dinheiro de forma rápida e sem burocracia são fortes indícios de golpe.
- Não forneça seus dados: órgãos oficiais nunca pedem senhas ou códigos de segurança por telefone ou mensagem. Mantenha suas informações pessoais protegidas.
- Bloqueie o remetente: ao receber uma mensagem suspeita, bloqueie o número e apague a mensagem para evitar cliques acidentais.
Caso você tenha clicado no link e preenchido algum formulário, a orientação é alterar imediatamente as senhas de seus aplicativos bancários e de serviços do governo. Além disso, entre em contato com seu banco para relatar o ocorrido e monitore suas contas para identificar qualquer transação suspeita.










