Viajar para Cuba em 2026 é uma experiência que exige planejamento e uma dose de flexibilidade. A ilha enfrenta uma das piores crises energéticas de sua história, agravada nos últimos anos, com apagões nacionais recorrentes e cortes de energia que podem chegar a 20 horas por dia em diversas regiões. Mesmo com os desafios, o país continua aberto e seus principais pontos turísticos em funcionamento.
O cenário atual é resultado de uma combinação de fatores, incluindo a dificuldade de importação de combustível e problemas crônicos na infraestrutura de geração de energia. Para o viajante, isso se traduz em interrupções constantes no fornecimento de eletricidade, o que pode impactar o ar-condicionado, a disponibilidade de água quente e o funcionamento de estabelecimentos comerciais, especialmente fora dos grandes hotéis. A situação é fluida, por isso é crucial verificar as condições locais mais recentes antes do embarque.
Resorts e hotéis de redes internacionais, principalmente em polos como Varadero, costumam ter geradores próprios, minimizando o desconforto. No entanto, quem opta por se hospedar em “casas particulares” ou explora cidades menos turísticas deve se preparar para uma imersão mais profunda na realidade cubana, incluindo a falta de energia por várias horas.
O que saber antes da viagem
A preparação é a chave para uma viagem mais tranquila para Cuba. Com a crise, alguns itens se tornaram essenciais na bagagem do turista. Além disso, entender o funcionamento do dinheiro e da comunicação na ilha evita surpresas desagradáveis.
Dinheiro: a economia cubana opera com grande instabilidade. É fundamental levar euros em espécie, pois dólares americanos podem sofrer taxas extras e cartões de crédito têm aceitação muito limitada. A troca de moeda no mercado informal costuma oferecer uma cotação muito mais vantajosa que a oficial, sendo uma prática adotada por muitos visitantes. No entanto, é importante ressaltar que essa atividade não é oficial e pode envolver riscos, cabendo ao turista avaliar a decisão.
Conectividade: o acesso à internet ainda é restrito. A melhor forma de se conectar é comprando um chip de turista (SIM card) no aeroporto ou em lojas da ETECSA, a estatal de telecomunicações. Mesmo assim, o sinal pode ser instável fora das grandes cidades. Baixar mapas e informações importantes antes de sair do Brasil é uma medida inteligente.
Itens essenciais: devido à escassez de produtos, recomenda-se levar itens básicos na mala. Uma pequena farmácia com medicamentos de uso contínuo e analgésicos é indispensável. Protetor solar, repelente e produtos de higiene pessoal também devem ser incluídos, pois encontrá-los na ilha pode ser difícil e caro.
Um carregador portátil (power bank) é um acessório crucial para manter o celular funcionando durante os apagões. Historicamente, Cuba tem registrado índices relativamente baixos de crimes violentos contra turistas, embora seja sempre recomendável atenção, especialmente em grandes centros. Dada a instabilidade na infraestrutura, a contratação de um seguro viagem com cobertura ampla é altamente recomendável. Apesar dos percalços, a experiência cultural, o contato com a população local e as belezas naturais continuam sendo os grandes atrativos do destino caribenho.









