A distribuição anual do lucro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é um fator que pode aumentar o rendimento das contas dos trabalhadores. Esse valor extra, somado à correção padrão, tem o potencial de superar a inflação e até mesmo a poupança. Analisar o histórico de desempenho do fundo ajuda a entender se esse objetivo foi alcançado em anos anteriores.
O rendimento do FGTS é composto por uma correção de 3% ao ano mais a Taxa Referencial (TR), um índice calculado pelo Banco Central. Além disso, uma parcela do lucro líquido obtido pelo fundo em seus investimentos é distribuída aos trabalhadores, geralmente até 31 de agosto do ano seguinte. Recentemente, uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2024 determinou que a correção total do FGTS deve garantir, no mínimo, a inflação oficial (IPCA), o que muda as perspectivas para os rendimentos futuros.
Desempenho do FGTS de 2019 a 2023
Para avaliar se o dinheiro no fundo valorizou, é essencial comparar seu rendimento com dois indicadores principais: a inflação oficial (IPCA), que mede a perda do poder de compra, e a caderneta de poupança. Confira a seguir o comparativo do desempenho no período de 2019 a 2023.
- 2023: O rendimento total do FGTS foi de 7,09%, superando o IPCA, que ficou em 4,62%. O resultado, no entanto, foi um pouco inferior ao da poupança, que rendeu 7,18% no ano.
- 2022: As contas do fundo renderam 7,14%, novamente acima da inflação de 5,79%. Contudo, a poupança levou a melhor, com um rendimento de 7,90% no período.
- 2021: Em um ano de inflação alta, o FGTS rendeu 5,83% e perdeu para o IPCA de 10,06%. Na prática, o poder de compra do trabalhador diminuiu. Ainda assim, o fundo superou a poupança, que rendeu apenas 2,94%.
- 2020: O rendimento foi de 4,92%, vencendo tanto a inflação de 4,52% quanto a poupança, que marcou 2,11% no ano.
- 2019: O FGTS registrou um bom desempenho, com um rendimento de 6,18%. O resultado superou com folga a inflação de 4,31% e a poupança, que rendeu 4,26%.









