Prepare-se para um espetáculo no céu noturno. Um eclipse lunar parcial será visível em todo o Brasil na madrugada de 28 de agosto de 2026, oferecendo uma oportunidade única para observar a sombra da Terra cobrindo parte da Lua. O fenômeno astronômico acontece quando o nosso planeta se alinha entre o Sol e a Lua, projetando uma sombra que escurece temporariamente o satélite natural.
O evento poderá ser acompanhado em todas as regiões do país, com o espetáculo tendo seu ponto máximo durante a madrugada. Confira os principais horários (referência de Brasília, BRT):
- Início do eclipse parcial: 02h46
- Pico do eclipse: 04h13
- Fim do eclipse parcial: 05h39
Guia para observar o eclipse
A melhor parte de um eclipse lunar é a facilidade de observação. Diferente de um eclipse solar, não é necessário nenhum equipamento de proteção para os olhos. O fenômeno pode ser visto a olho nu, de forma segura e confortável. Para uma experiência mais rica, binóculos ou um pequeno telescópio podem ajudar a ver os detalhes da superfície lunar enquanto ela é coberta pela sombra.
A principal dica é procurar um local com o horizonte livre e, se possível, com pouca poluição luminosa. Áreas mais afastadas dos grandes centros urbanos garantem um céu mais escuro e um contraste maior, o que torna o eclipse ainda mais impressionante. Fique de olho também nas condições do tempo, pois um céu nublado pode atrapalhar a visualização.
As etapas do fenômeno
O eclipse lunar se desenvolve em fases. Primeiro, a Lua entra na penumbra, a parte mais clara da sombra da Terra. Essa etapa é muito sutil e dificilmente perceptível. O momento mais aguardado é quando a Lua começa a entrar na umbra, a sombra mais escura, dando início à fase parcial. É nesse ponto que se torna visível a “mordida” escura na borda do disco lunar.
Durante o pico do eclipse parcial, uma parte significativa da Lua estará escurecida e poderá adquirir uma coloração avermelhada ou alaranjada. Esse efeito, conhecido como “Lua de Sangue“, ocorre porque a luz do Sol é filtrada pela atmosfera da Terra antes de atingir o satélite. As cores com comprimentos de onda mais longos, como o vermelho, são as que conseguem atravessar e iluminar a superfície lunar.










