Com a crescente frequência de eventos climáticos extremos e falhas de infraestrutura, como enchentes e quedas de pontes, motoristas se perguntam: o seguro do carro cobre esses prejuízos? Na maioria dos casos, a resposta é sim, desde que o proprietário tenha contratado a apólice correta. A proteção para esses cenários está na cobertura compreensiva, a mais completa do mercado.
Essa modalidade, também conhecida como “seguro total”, ampara o veículo contra uma série de riscos, incluindo colisão, incêndio, roubo e furto. Além disso, ela garante proteção contra danos causados por fenômenos da natureza, o que inclui inundações, alagamentos, queda de árvores e granizo.
Quando um veículo é danificado por uma enchente, seja por submersão parcial ou total, a cobertura compreensiva é acionada. A seguradora avalia os estragos e, caso o custo do conserto ultrapasse um percentual significativo do valor do veículo (geralmente entre 70% e 80%, a depender do que consta na apólice), é decretada a perda total. Nesses casos, o segurado recebe a indenização integral prevista no contrato.
Contudo, há um ponto de atenção: a seguradora pode negar a cobertura se for comprovado que o motorista agravou o risco. Isso acontece, por exemplo, quando alguém tenta atravessar uma via visivelmente alagada e o carro para no meio do caminho. A atitude pode ser interpretada como imprudência.
E se o dano for por queda de ponte?
A situação de uma queda de ponte ou viaduto também costuma ser coberta pela apólice compreensiva. Para a seguradora, o evento é tratado como um dano causado por um fator externo e involuntário, similar à queda de um muro ou de um outdoor sobre o veículo. A responsabilidade civil pela falha na estrutura não interfere no direito do segurado de receber a indenização, mas é fundamental que o segurado verifique as cláusulas específicas de sua apólice para confirmar os detalhes da cobertura.
Nesse cenário, a seguradora cobre os reparos ou indeniza a perda total do veículo e, posteriormente, pode acionar judicialmente o órgão responsável pela manutenção da estrutura para ser ressarcida do valor pago.
O que fazer em caso de sinistro
Se o seu carro for atingido em uma dessas situações, o primeiro passo é garantir a sua segurança e a de outras pessoas. Em seguida, documente tudo com fotos e vídeos, mostrando os danos ao veículo e o local do ocorrido. Uma dica importante: se o veículo foi submerso, não tente ligar o motor, pois isso pode agravar os danos elétricos e mecânicos.
Comunique o sinistro à sua seguradora o mais rápido possível e registre um Boletim de Ocorrência (B.O.). A companhia irá orientá-lo sobre os próximos passos, como a remoção do veículo e a vistoria. É essencial lembrar que a cobertura básica, que protege apenas contra roubo e furto, não inclui esses tipos de danos, e as condições podem variar. Por isso, consulte sempre a sua apólice para entender os detalhes da sua proteção.










