Com o aumento da expectativa de vida, cresce também a preocupação com doenças neurodegenerativas como a demência. A boa notícia, reforçada por novas diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), é que a ciência moderna aponta ser possível adotar medidas práticas para proteger a saúde do cérebro e reduzir significativamente os riscos de desenvolver a condição no futuro. Mudanças no estilo de vida são a principal ferramenta de prevenção.
Esses hábitos, quando incorporados à rotina, atuam na proteção das células cerebrais, melhoram a comunicação entre os neurônios e combatem fatores de risco conhecidos, como inflamação e problemas cardiovasculares. Não existe uma fórmula mágica, mas um conjunto de ações que, somadas, fazem uma grande diferença para a saúde cognitiva a longo prazo. Vale ressaltar que, apesar de comprovadamente eficazes na redução do risco, essas práticas não garantem proteção absoluta contra a demência.
5 hábitos que ajudam prevenir a demência
1. Cuidar da alimentação
Dietas como a mediterrânea e a MIND, que combina a mediterrânea com a dieta DASH (focada no controle da pressão arterial), são as mais recomendadas. O foco está em consumir alimentos ricos em antioxidantes e gorduras saudáveis, como peixes (salmão e sardinha), azeite de oliva extravirgem, nozes, sementes e vegetais de folhas escuras. Esses nutrientes ajudam a combater o estresse oxidativo nas células do cérebro.
2. Manter o corpo em movimento
A atividade física regular é fundamental. Praticar ao menos 150 minutos de exercícios aeróbicos moderados por semana, como caminhada rápida, natação ou ciclismo, melhora o fluxo sanguíneo para o cérebro. Isso garante o fornecimento de oxigênio e nutrientes essenciais, além de estimular a formação de novos neurônios e reduzir o risco de hipertensão e diabetes, ambos ligados à demência.
3. Exercitar a mente todos os dias
O cérebro também precisa de treino. Atividades que desafiam o raciocínio e a memória, como aprender um novo idioma, tocar um instrumento musical, ler, montar quebra-cabeças ou fazer palavras-cruzadas, são excelentes. Esses estímulos criam novas conexões neurais, fortalecendo o que os cientistas chamam de reserva cognitiva, uma espécie de “poupança” cerebral que torna a mente mais resiliente.
4. Fortalecer os laços sociais
Manter uma vida social ativa é um poderoso protetor para o cérebro. Conversar com amigos, participar de atividades em grupo ou fazer trabalho voluntário estimula diferentes áreas cerebrais e combate os efeitos negativos do isolamento social. A interação humana exige atenção, memória e raciocínio, funcionando como um exercício mental complexo e prazeroso.
5. Priorizar o sono de qualidade
Dormir bem não é um luxo, mas uma necessidade biológica para a saúde do cérebro. Durante o sono profundo, o sistema glinfático, responsável pela “limpeza” cerebral, entra em ação para remover resíduos e toxinas que se acumulam ao longo do dia. Ter uma rotina de sono regular, com sete a nove horas por noite, é crucial para que esse processo de manutenção ocorra de forma eficiente.










