A esperança de encontrar o Ozempic e medicamentos similares com preços mais baixos ganhou força no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de cinco novos medicamentos injetáveis que usam a semaglutida, mesmo princípio ativo do popular tratamento para diabetes tipo 2. Os novos produtos aprovados são: Owozy (Ávita Care), Seemasun (Sun Farmacêutica), Zempneo (Brainfarma), Semavy (Cosmed) e Orsema (Ranbaxy).
Essa liberação, que se soma à aprovação do Ozivy (EMS) em maio de 2026, movimenta o mercado farmacêutico e cria um cenário de maior competição. Atualmente, a procura pela semaglutida é alta, em grande parte pelo seu uso para emagrecimento, o que mantém os custos elevados. Com a chegada de novos concorrentes, a expectativa é que a disputa por consumidores force uma redução nos valores.
A lógica é a mesma de outros setores: com mais empresas oferecendo produtos semelhantes, a tendência natural é que os preços se tornem mais competitivos. Vale notar que, por se tratar de medicamentos biológicos, estes novos produtos não são considerados genéricos nos moldes tradicionais, mas sim concorrentes diretos que ampliam o leque de escolha para médicos e pacientes, que não ficarão mais restritos a uma única marca.
Embora aprovados para o tratamento de diabetes tipo 2, a popularidade da semaglutida está diretamente ligada ao seu uso off-label (fora da indicação da bula) para a perda de peso. Esse fenômeno aumentou a demanda a um ponto em que o medicamento chegou a faltar em diversas farmácias do país.
Quando os novos medicamentos chegam às farmácias?
A aprovação da Anvisa é o primeiro e mais importante passo, mas não significa que os produtos estarão disponíveis imediatamente. Antes de chegar às prateleiras, os novos tratamentos precisam ter seus preços definidos pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão responsável por essa regulação no Brasil.
Esse processo pode levar alguns meses. Apenas após a definição do preço máximo ao consumidor é que as farmacêuticas poderão iniciar a distribuição e a comercialização dos novos medicamentos em território nacional. Portanto, a queda efetiva de preços ainda deve demorar um pouco para ser sentida no bolso.
De qualquer forma, a notícia representa uma mudança significativa no panorama de tratamentos que utilizam a semaglutida. A maior oferta deve não apenas regularizar o abastecimento, mas também tornar o acesso a essa classe de medicamentos mais viável financeiramente para quem precisa.
É fundamental lembrar que todos os medicamentos que utilizam esse princípio ativo exigem prescrição e acompanhamento médico. A automedicação apresenta sérios riscos à saúde e deve ser evitada.










