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Luto coletivo: como a morte de uma figura pública afeta a saúde mental

Por Lara
07/08/2026
Em Bem-estar
Créditos: depositphotos.com / tuaindeed

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A notícia da morte de uma figura pública — como ocorreu com a cantora Marília Mendonça no Brasil ou o ator Chadwick Boseman internacionalmente — pode gerar uma onda de comoção e tristeza que surpreende pela intensidade. Mesmo sem nunca ter encontrado a pessoa, muitos sentem a perda de forma genuína e profunda, um sentimento que a psicologia explica e que se torna cada vez mais visível no ambiente digital. Esse fenômeno, conhecido como luto coletivo, é uma experiência humana válida e compartilhada.

A principal razão para essa conexão está no que se chama de relação parassocial. Celebridades, artistas ou atletas entram em nossas casas pela TV, nos acompanham em músicas que marcam fases importantes e povoam nosso imaginário através de filmes e livros. Eles se tornam parte do nosso cotidiano, quase como amigos ou familiares distantes.

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Dessa forma, a morte de uma dessas figuras pode ser sentida como a perda de uma referência pessoal. A pessoa pode representar ideais, a trilha sonora da juventude ou simplesmente um porto seguro de entretenimento. O fim de sua jornada simboliza também o encerramento de um capítulo para quem a acompanhava, trazendo à tona reflexões sobre a nossa própria finitude.

Como as redes sociais amplificam o luto coletivo

As redes sociais transformaram radicalmente a maneira como o luto é vivenciado em comunidade. Plataformas como Instagram, X (antigo Twitter) e Facebook se tornam murais de homenagens quase instantâneos, onde milhões de pessoas expressam sua tristeza, compartilham memórias e celebram o legado da pessoa que partiu. Ver que outros sentem o mesmo valida a própria dor e cria uma poderosa sensação de pertencimento.

No entanto, essa exposição massiva também tem seu lado negativo. O fluxo incessante de notícias, fotos e vídeos sobre a perda pode ser avassalador para a saúde mental. A dificuldade em se desconectar do assunto pode intensificar a angústia e prolongar o processo de luto, tornando a experiência mais dolorosa do que o necessário.

Como lidar com o sentimento e quando procurar ajuda

O primeiro passo é reconhecer que esses sentimentos são legítimos. Não há nada de errado em se sentir triste pela morte de alguém que você admirava. Permitir-se vivenciar essa tristeza, sem julgamentos, é fundamental. Conversar com amigos ou familiares sobre o que a pessoa representava para você pode ajudar a processar as emoções.

Se a comoção se tornar excessiva, limitar o tempo gasto nas redes sociais é uma atitude saudável. Filtrar o conteúdo relacionado ao tema ou simplesmente fazer uma pausa pode trazer alívio da sobrecarga emocional. É importante lembrar que, mesmo em um momento de dor coletiva, cuidar do próprio bem-estar mental continua sendo a prioridade.

Sinais de alerta

Embora a tristeza seja uma reação natural, é preciso estar atento a sinais de que o luto está impactando negativamente a sua vida. Se a dor se tornar incapacitante, interferindo em suas atividades diárias, sono ou relacionamentos por um período prolongado, pode ser o momento de procurar a ajuda de um profissional de saúde mental, como um psicólogo ou terapeuta.

Tags: bem-estarfigura públicaluto coletivomortesaúde mental
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