Nesta segunda-feira (10 de agosto), um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia e foi sentido em diversas regiões do país, incluindo Bogotá, Medellín e Cali, além de áreas de países vizinhos. O epicentro foi localizado na região de San José del Palmar, no departamento de Chocó, no oeste colombiano.
Segundo dados preliminares de serviços geológicos colombianos e internacionais, o tremor ocorreu a uma profundidade entre 95 e pouco mais de 100 quilômetros. A diferença entre as medições é considerada comum nas primeiras horas após um terremoto de grande intensidade.
O abalo provocou danos estruturais, deixou feridos e levou moradores a deixar edifícios por precaução. Autoridades nacionais e locais mobilizaram equipes de emergência para avaliar os impactos e verificar a segurança de estruturas como hospitais, pontes e estradas.
O que aconteceu após o terremoto?
As áreas próximas ao epicentro, no departamento de Chocó, registraram alguns dos impactos mais significativos. Autoridades relataram danos em construções, interrupções em serviços básicos e pessoas feridas.
Em outras cidades, também foram registrados danos em estruturas. Manizales e Pereira, por exemplo, tiveram imóveis e prédios públicos afetados. Em Manizales, parte da cúpula de uma catedral histórica foi comprometida. Já em Pereira, houve registros de feridos e de imóveis que precisaram ser isolados preventivamente para a realização de inspeções técnicas.
Em Bogotá, apesar da distância do epicentro, o terremoto foi sentido com intensidade, principalmente em edifícios altos e comerciais. Sirenes de emergência foram acionadas, e moradores deixaram prédios e permaneceram em ruas e praças enquanto aguardavam orientações das autoridades. Também houve relatos de queda de objetos, rachaduras em paredes e interrupções momentâneas no fornecimento de energia em alguns bairros.
Impactos por região
- Chocó: região próxima ao epicentro, com relatos de danos em residências, vias e serviços básicos.
- Manizales: estruturas religiosas e prédios antigos foram afetados, incluindo parte da cúpula de uma catedral histórica.
- Pereira: houve registros de feridos e imóveis isolados preventivamente para avaliação estrutural.
- Bogotá: o tremor foi sentido em edifícios residenciais e comerciais, provocando evacuações e mobilização das equipes de emergência.
Autoridades avaliam danos
Após o terremoto, equipes de resgate e da Defesa Civil foram deslocadas para as regiões mais afetadas. As autoridades iniciaram inspeções em estradas, pontes, hospitais e outros pontos considerados essenciais para verificar se havia risco de novos acidentes.
Em áreas rurais, o tremor também dificultou temporariamente o acesso a algumas localidades devido a pequenos deslizamentos e quedas de barreira. Centros de acolhimento temporário começaram a ser organizados para atender famílias que precisaram deixar suas casas.
A população foi orientada a seguir as recomendações oficiais e permanecer atenta à possibilidade de réplicas, que podem ocorrer após terremotos de grande intensidade.
Houve risco de tsunami?
Apesar da força do terremoto, não houve alerta de tsunami para a costa colombiana. O sistema de alerta de tsunamis dos Estados Unidos informou que o tremor não apresentava condições favoráveis à formação de ondas gigantes, principalmente por ter ocorrido em área continental e a uma profundidade considerável.
Mesmo assim, equipes de monitoramento continuaram acompanhando as condições do mar na costa do Pacífico, especialmente nas áreas próximas ao departamento de Chocó.
Quais cuidados são recomendados após um terremoto de magnitude 7,4?
Após um tremor forte, como o registrado na Colômbia, especialistas em defesa civil orientam que a população mantenha atenção a possíveis réplicas e a riscos secundários, como deslizamentos e quedas de estruturas já danificadas. Em geral, recomenda-se seguir algumas práticas de segurança.
- Permanecer afastado de fachadas, muros e postes que possam desabar.
- Evitar retornar imediatamente a prédios com rachaduras aparentes ou partes soltas.
- Aguardar inspeções técnicas em escolas, hospitais e edifícios públicos.
- Manter rádio ou celular carregado para acompanhar boletins oficiais.
- Preparar um pequeno kit de emergência com água, alimentos não perecíveis e medicamentos.









