Desde que obteve liberdade condicional em maio de 2022, Elize Matsunaga vive uma vida discreta, longe dos holofotes que a acompanharam desde o crime que chocou o país em 2012. Ela busca um recomeço na cidade de Franca, no interior de São Paulo, onde cumpre as determinações da Justiça.
Após uma breve e exposta experiência como motorista de aplicativo, Elize passou a trabalhar em casa para se sustentar. Sua rotina é marcada pela discrição, com o objetivo de evitar a exposição pública e interações que possam remeter ao seu passado.
A principal mudança em sua aparência é o cabelo mais escuro e um estilo de vestir simples, o que a ajuda a passar despercebida no dia a dia. A adaptação à nova realidade inclui o cumprimento de regras estritas, como permanecer em casa durante a noite e não poder sair da cidade de Franca sem autorização judicial.
A busca pela reaproximação com a filha
Um dos pontos mais sensíveis de sua nova vida é a relação com a filha, fruto do casamento com Marcos Matsunaga. A menina, hoje adolescente, vive com os avós paternos, que detêm sua guarda definitiva. Elize perdeu o poder familiar e não tem contato direto com a jovem.
As tentativas de reaproximação acontecem de forma indireta e mediada judicialmente. Elize envia presentes e cartas em datas comemorativas, e o distanciamento é uma das condições mais difíceis de sua liberdade.
Condenada em 2016 a 19 anos e 11 meses de prisão pelo assassinato e esquartejamento do marido, Elize teve a pena reduzida para 16 anos e 3 meses em 2019, após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que considerou sua confissão espontânea. Sua liberdade condicional depende do cumprimento rigoroso das determinações judiciais até o final da pena, pois qualquer infração pode resultar em seu retorno ao regime fechado.










