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Como pais podem orientar filhos sobre segurança em redes sociais

Por Lara
18/08/2026
Em Tecnologia
Créditos: depositphotos.com / imtmphoto

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A segurança de crianças e adolescentes nas redes sociais se tornou uma preocupação central para pais e responsáveis. Casos recentes envolvendo a exposição a riscos no ambiente online destacam a urgência de um diálogo aberto e constante sobre os perigos dessas plataformas, que vão desde conteúdos impróprios até o contato com desconhecidos.

Orientar os filhos sobre como navegar com segurança nas redes sociais é um desafio que exige estratégias adaptadas a cada faixa etária. Não se trata apenas de proibir, mas de construir uma base de confiança e conscientização para que eles saibam identificar e evitar riscos por conta própria.

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Segurança nas redes sociais: estratégias para cada idade

Para os menores, a supervisão direta é fundamental. Já com os mais velhos, o foco se desloca para o desenvolvimento do senso crítico e da responsabilidade digital. Adotar uma abordagem clara e participativa pode transformar a maneira como eles encaram a vida online.

Crianças (até 10 anos):

  • Conheça a idade mínima: esteja ciente de que a maioria das redes sociais exige idade mínima de 13 anos para criar uma conta. A supervisão é crucial caso o acesso ocorra antes dessa fase, sempre com o consentimento e acompanhamento dos pais.
  • Acompanhamento próximo: crie os perfis junto com a criança e mantenha as senhas de acesso. Use as ferramentas de controle parental disponíveis nas plataformas e sistemas operacionais para limitar o tempo de uso e filtrar conteúdos.
  • Diálogo inicial: explique de forma simples que nem tudo na internet é real. Ensine a não compartilhar informações pessoais como endereço, escola ou telefone, e a nunca conversar com estranhos.
  • Regras claras: estabeleça locais e horários para o uso de telas, como evitar o uso durante as refeições ou antes de dormir. Mantenha os dispositivos em áreas comuns da casa, não no quarto.

Pré-adolescentes (11 a 13 anos):

  • Converse sobre cyberbullying: explique o que é o assédio virtual e incentive a criança a contar caso seja vítima ou testemunha de ataques. Deixe claro que a culpa nunca é da vítima e que você está ali para ajudar.
  • Privacidade é regra: revise as configurações de privacidade das redes sociais para garantir que apenas amigos e familiares possam ver as publicações. Alerte sobre a permanência do conteúdo online: o que é postado pode ficar na rede para sempre.
  • Senso crítico: ajude a identificar perfis falsos e notícias duvidosas. Estimule a desconfiança em relação a promessas fáceis, como prêmios ou presentes, que geralmente são iscas para golpes.

Adolescentes (a partir de 14 anos):

  • Pegada digital: converse sobre como o comportamento online pode impactar o futuro, incluindo oportunidades de estudo e emprego. Mostre exemplos de como publicações antigas podem gerar consequências negativas anos depois.
  • Riscos de exposição: aborde temas delicados como o envio de fotos íntimas (sexting) e os perigos de encontrar pessoalmente alguém conhecido apenas pela internet. Reforce que a confiança em alguém online não garante segurança no mundo real.
  • Canal aberto: mantenha uma relação de confiança, onde o adolescente se sinta seguro para compartilhar problemas sem medo de punição. Mostre interesse genuíno pelos jogos, influenciadores e aplicativos que ele usa, criando uma conexão em vez de um distanciamento.
Tags: crianças e adolescentesRedes SociaissegurançaSegurança OnlineTecnologia
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